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    Quando descobrimos que a nossa atitude encoraja a ação positiva em outras pessoas e isso por sua vez motiva Outras, começamos acreditar que podemos mudar o mundo. (JM)

    *TODOS JUNTOS SOMOS FORTES

    Escrito: domingo, 19 de junho de 2011 by João Malavolta in Marcadores: ,
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    Não devemos ser escravos de um padrão, de uma época, de um costume. Aprendendo a pensar por nós mesmos, experimentamos a liberdade. 
    (Luiz Márcio M. Martins)

    Eu MOBILIZO
    Tu MOBILIZA 
    Ele MOBILIZA 
    Nos MOBILIZAMOS
    Vos MOBILIZAIS
    Eles MOBILIZAM

    *TODOS JUNTOS SOMOS FORTES
    Fotos: #joaomalavolta




















































    Pense nisso!

    Escrito: domingo, 5 de junho de 2011 by João Malavolta in Marcadores:
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    Carta Aberta à Presidente da República e ao Congresso Nacional

    Escrito: terça-feira, 24 de maio de 2011 by João Malavolta in Marcadores:
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    Dez ex-ministros entregam carta a Dilma contra mudanças do código florestal

    Os signatários desta Carta Aberta, ao exercerem as funções de Ministros de Estado ou de Secretário


    Especial do Meio Ambiente, tiveram a oportunidade e a responsabilidade de promover, no âmbito do Governo Federal, e em prol das futuras gerações, medidas orientadas para a proteção do patrimônio ambiental do Brasil, e com destaque para suas florestas. Embora com recursos humanos e financeiros limitados, foram obtidos resultados expressivos graças ao apoio decisivo proporcionado pela sociedade, de todos os presidentes da Republica que se sucederam na condução do país e do Congresso Nacional.

    Mencione-se como exemplos: a Política Nacional do Meio Ambiente (1981), o artigo 225 da Constituição Federal de 1988, a Lei de Gestão de Recursos Hídricos (97), Lei de Crimes e Infrações contra o Meio Ambiente (98), o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (2000), a Lei de Informações Ambientais (2003), a Lei de Gestão de Florestas Públicas (2006), a Lei da Mata Atlântica (2006), a Lei de Mudanças Climáticas (2009) e a Lei de Gestão de Resíduos Sólidos (2010).

    Antes que o mundo despertasse para a importância das florestas, o Brasil foi pioneiro em estabelecer, por lei, a necessidade de sua conservação, mais adiante confirmada no texto da Constituição Federal e sucessivas regulamentações. Essas providências asseguraram a proteção e a prática do uso sustentável do capital natural brasileiro, a partir do Código Florestal de 1965. Marco fundante e inspiração nesse particular, o Código representa desde então a base institucional mais relevante para a proteção das florestas e demais formas de vegetação nativa brasileiras, da biodiversidade a elas associada, dos recursos hídricos que as protegem e dos serviços ambientais por elas prestados.

    O processo de construção do aparato legal transcorreu com transparência e a decisiva participação da sociedade, em todas as suas instâncias. E nesse sentido, é importante destacar que o CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente já se constituia em excepcional fórum de decisão participativa, antecipando tendências que viriam a caracterizar a administração pública, no Brasil, e mais tarde em outros países. Graças a essa trajetória de responsabilidade ambiental, o Brasil adquiriu legitimidade para se tornar um dos participantes mais destacados nos foros internacionais sobre meio ambiente, além de hoje dispor de um patrimônio essencial para sua inserção competitiva no século XXI.

    Para honrar e dar continuidade a essa trajetória de progresso, cabe agora aos líderes políticos desta nação dar o próximo passo. A fim de que o Código Florestal possa cumprir sua função de proteger os recursos naturais, é urgente instituir uma nova geração de políticas públicas. A política agrícola pode se beneficiar dos serviços oferecidos pelas florestas e alcançar patamares de qualidade, produtividade e competitividade ainda mais avançados.

    Tal processo, no entanto, deve ser desenvolvido com responsabilidade, transparência e efetiva participação de todos os setores da sociedade, a fim de consolidar as conquistas obtidas. Foram muitos os êxitos e anos de trabalho de que se orgulham os brasileiros, e portanto tais progressos não devem estar expostos aos riscos de eventuais mudança abruptas, sem a necessária avaliação prévia e o conveniente debate. Por outro lado, não consideramos recomendável ou oportuno retirar do CONAMA quaisquer de suas competências regulatórias no momento em que o país é regido pelo principio da democracia participativa, consagrado na nossa Carta Magna.

    Não vemos, portanto, na proposta de mudanças do Código Florestal aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados em junho de 2010, nem nas versões posteriormente circuladas, coerência com nosso processo histórico, marcado por avanços na busca da consolidação do desenvolvimento sustentável. Ao contrário, se aprovada qualquer uma dessas versões, o país agirá na contramão de nossa história e em detrimento de nosso capital natural.

    Não podemos, tampouco, ignorar o chamado que a comunidade científica brasileira dirigiu recentemente à Nação, assim como as sucessivas manifestações de empresários, representantes da agricultura familiar, da juventude e de tantos outros segmentos da sociedade. Foram suficientes as expectativas de enfraquecimento do Código Florestal para reavivar tendências preocupantes de retomada do desmatamento na Amazônia, conforme demonstram de forma inequívoca os dados recentemente divulgados pelo INPE.

    Entendemos, Senhora Presidente e Senhores congressistas, que a história reservou ao nosso tempo e, sobretudo, àqueles que ocupam os mais importantes postos de liderança em nosso país, não só a preservação desse precioso legado de proteção ambiental, mas, sobretudo, a oportunidade de liderar um grande esforço coletivo para que o Brasil prossiga em seu caminho de nação que se desenvolve com justiça social e sustentabilidade ambiental.

    O esforço global para enfrentar a crise climática precisa do ativo engajamento do Brasil. A decisão de assumir metas de redução da emissão dos gases de efeito estufa, anunciadas em Copenhagen, foi um desafio ousado e paradigmático que o Brasil aceitou. No próximo ano, sediaremos a Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e o Brasil poderá continuar liderando pelo exemplo e inspirando os demais países a avançar com a urgência e a responsabilidade que a realidade nos impõe.

    É por compreender a importância do papel na luta por um mundo melhor para todos e por carregar esta responsabilidade histórica que nos sentimos hoje na obrigação de dirigirmos a Vossa Excelência e ao Congresso Nacional nosso pedido de providências. Em conjunto com uma Política Nacional de Florestas, o Código deve ser atualizado para facilitar e viabilizar os necessários esforços de restauração e de uso das florestas, além que de sua conservação. É necessário apoiar a restauração, não dispensá-la. O Código pode e deve criar um arcabouço para os incentivos necessários para tanto. O próprio CONAMA poderia providenciar a oportunidade para que tais assuntos sejam incorporados com a devida participação dos estados, da sociedade civil e do mundo empresarial. De nossa parte, nos colocamos à disposição para contribuir a este processo e confiamos que sejam evitados quaisquer retrocessos nesta longa e desafiadora jornada.

    Brasília, 23 de maio de 2011


    Carlos Minc (2008-2010),
    Marina Silva (2003-2008),
    José Carlos Carvalho (2002-2003),
    José Sarney Filho (1999-2002),
    Gustavo Krause (1995-1999),
    Henrique Brandão Cavalcanti (1994-1995),
    Rubens Ricupero (1993-1994),
    Fernando Coutinho Jorge (1992-1993),
    José Goldemberg (1992),
    Paulo Nogueira Neto (1973-1985)

    Divulgando: Semana Internacional do Meio Ambiente

    Escrito: segunda-feira, 23 de maio de 2011 by João Malavolta in Marcadores:
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    Porque um grupo de políticos quer mudar o código florestal

    Escrito: segunda-feira, 9 de maio de 2011 by João Malavolta in Marcadores: , ,
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    Levantamento de ISTOÉ mostra que pelo menos 27 deputados e senadores tinham pressa em aprovar a nova lei para se livrarem de multas milionárias e se beneficiarem de desmatamentos irregulares


    Por: Lúcio Vaz

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    PARLAMENTARES NA MIRA DO IBAMA

    Deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) 

    Foi multado por exploração em área de manejo florestal em período de chuvas, vetado por lei

    Senador Jayme Campos (DEM-MT)

    Recebeu multa de R$ 5 milhões, por desmatar em Área de Proteção Permanente (APP)

    Deputado Reinaldo Azambuja (PSDB-MS)

    Autuado por alterar curso de rio para captação de água e por contaminar recursos hídricos

    Deputado Paulo César Quartiero (DEM-RR)

    Recebeu multa de R$ 56 milhões por destruir a vegetação nativa em área de 6,2 mil hectares

    Senador Ivo Cassol (PP-RO)

    Acusado de desmatar reserva legal sem autorização e de destruir vegetação nativa em Rondônia

    Deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP)

    Relator do projeto que agrada aos ruralistas por abrir brecha para desmatamento

    Apesar do amplo apoio que o governo Dilma Rousseff tem no Congresso, um grupo de parlamentares tentou aprovar a toque de caixa, na semana passada, o projeto do novo Código Florestal brasileiro. Não conseguiu. Na quarta-feira 4, a bancada governista fez prevalecer sua força e a discussão foi adiada para a próxima semana. Por trás da pressa de alguns parlamentares, porém, não existia propriamente o interesse por um Brasil mais verde e sustentável. Reportagem de ISTOÉ apurou que pelo menos 27 deputados e senadores defendiam seu próprio bolso e estavam legislando em causa própria (abaixo, cinco casos exemplares). Todos eles já foram punidos pelo Ibama por agressão ao meio ambiente e o novo código que queriam aprovar a toque de caixa prevê anistia para multas impostas a desmatadores. O benefício se estenderia também a empresas e empresários do agronegócio que, nas eleições do ano passado, fizeram pesadas doações a esse bloco parlamentar ligado à produção rural.

    “O adiamento é inevitável. É muito difícil analisar uma coisa que não tem rosto, cara. Essa, na verdade, é uma disputa entre Aldo e o PT ”, comentou o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) no início da noite da quarta-feira. Ele se referia ao relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que começava a ser criticado por ministros de Dilma. O grupo que exigia a imediata aprovação sabia muito bem o que tinha a ganhar ou perder, ao contrário de boa parte do plenário. O deputado Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR) é um exemplo típico. Campeão de infrações, ele foi multado em R$ 56 milhões por eliminar 2,7 mil hectares de vegetação sem autorização em Pacaraima (RR), destruir outros 323 hectares de vegetação nativa e impedir a regeneração em mais 3,5 mil hectares. Foram duas infrações em 2005 e mais duas em 2009. Uma de suas fazendas, de cinco mil hectares, chegou a ser proibida de produzir. Quartiero afirma que sofreu perseguição política porque foi um dos líderes dos arrozeiros na região da reserva indígena Raposa Serra do Sol: “O governo fez acusações para provocar a nossa saída da área”, reclama. Ele vendeu o que restou das suas terras e benfeitorias e comprou 11 mil hectares na Ilha de Marajó (PA) para criar gado e plantar arroz.

    A alegação de retaliações partidárias é corriqueira entre os infratores. O senador Ivo Cassol (PP-RO) também sofreu multas pesadas entre 2007 e 2009, período em que era governador de Rondônia. Foi acusado de desmatar 160 hectares em reserva legal sem autorização, destruir 352 hectares de floresta nativa e ainda efetuar “corte raso” em 2,5 hectares em Área de Proteção Permanente (APP). Mas fala em caça às bruxas: “Isso foi perseguição do pessoal do PT, pois minhas fazendas têm 50% de preservação. O setor produtivo não pode ser tratado como bandido.” Cassol nega que esteja procurando o amparo da anistia, ao apoiar o texto de Rebelo. “Não quero isenção de multa. Vou ganhar na Justiça.”O senador e fazendeiro Jayme Campos (DEM-MT) é outro que se inclui na turma dos acossados. Foi multado em R$ 5 milhões por quatro infrações impostas em 2004 e 2005, todas já arquivadas. É acusado também de promover desmatamento em APPs às margens de córregos de uma fazenda, a Santa Amália. “Quando cheguei lá tudo já estava assim, tinha sido desmatado em 84, 85 e 86”, diz ele. Campos alega que as multas foram anunciadas depois de declarações que ele fez contra “a truculência” de fiscais.
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    RAZÃO
    O deputado Tripoli: contra a votação às pressas

    O Ibama também pegou o deputado Irajá Abreu (DEM-TO), filho da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura e uma das principais lideranças dos ruralistas no Congresso. Multado no ano passado por promover desmatamento em uma propriedade que recebeu de herança em Tocantins, ele afirma que a fazenda “já tinha sido aberta” em 1978, enquanto a legislação sobre o tema só foi aprovada em 1989: “Era um ato jurídico perfeito, que se aplicava na época. Por isso, eu agora defendo a consolidação das áreas.” Ele se refere a um dos pontos mais polêmicos do novo Código Florestal: o fim da exigência de recuperação de florestas em áreas já utilizadas para plantio. O relator Aldo Rebelo prevê a manutenção da área como estava em julho de 2008, quando o projeto foi apresentado. 

    As multas do Ibama não dizem respeito apenas a infrações cometidas no campo. O deputado Ângelo Agnolin (PDT-TO), por exemplo, construiu um quiosque numa área de APP, às margens do lago que banha a capital Palmas. A multa de R$ 5 mil acabou sendo anistiada num termo de acordo, mas ele não escapou do prejuízo com a demolição do bar de 190 metros quadrados. Casado com a vice-prefeita de Palmas, Edna Agnolin, ele afirma que “tudo é uma questão de interpretação”, pois “o lago é artificial”. Já o deputado Marcos Medrado (PDT-BA) foi multado em 2009 por construir um viveiro de peixes de espécies nativas. Medrado explica que comprou no Pará 50 alevinos de pirarucu registrados, mas não conseguiu apresentar a documentação a tempo. Foi multado em R$ 100 mil.

    Fora as pendengas pessoais, o bloco ruralista tende a defender seus financiadores de campanha. Empresas ligadas ao agronegócio doaram pelo menos R$ 45,5 milhões para deputados e senadores nas eleições do ano passado. O levantamento foi feito a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais de 300 parlamentares receberam doações do setor, mas um grupo de 176 foi privilegiado com doações acima de R$ 100 mil. Sete grandes empresas que doaram um total de R$ 25 milhões têm infrações e multas impostas pelo Ibama. O estoque de autuações nesta área parece interminável. Na prestação de contas do governo federal feita no ano passado, consta a aplicação de ­R$ 14,6 bilhões em multas entre 2005 e 2009. A maior parte é resultante de desmatamento na Amazônia. No entanto, muito pouco desse montante retornou aos cofres públicos. Nos últimos dez anos, foram arrecadados apenas R$ 278 milhões, segundo dados do Siafi apurados pela ONG Contas Abertas. Caso aprovada, a anistia de Rebelo beneficiará infrações cometidas até julho de 2008.
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    PRESSÕES
    Movimentos ambientalistas tentaram contrabalançar o rolo compressor armado pelos ruralistas

    Embora conheça o poder de fogo dos ruralistas, o governo demorou a reagir ao relatório de Aldo Rebelo. Quando percebeu que havia muito contrabando embutido no texto, a presidente Dilma Rousseff pediu aos ministros do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, e da Agricultura, Wagner Rossi, que fossem ao Congresso para tentar um acordo. E fez uma recomendação especial: os dois ministros, apesar de suas diferenças, deveriam expressar uma posição única, que representasse o governo. Assim foi feito. Mas, naquela noite, o governo perceberia outra verdade: as bancadas ruralista e governista estavam misturadas. O PT votaria com o governo, mas as dissidências no PMDB seriam consideráveis.

    Na manhã da quarta-feira 4, o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, Moreira Mendes (PPS-RO), acompanhou a bancada estadual de Rondônia até o gabinete de Rebelo, para entregar-lhe uma comenda da Assembleia Legislativa. À vontade entre os ruralistas, Rebelo puxou uma enorme faca de cozinha, com cabo de madeira, e começou a picar o seu fumo em rama. Em seguida, entre baforadas, mostrou que era um aliado. “Acontece um tsunami no Japão e querem culpar o agricultor que planta café, cacau, e cria gado em Rondônia.” Ele vê uma conspiração mundial contra o País: “Querem bloquear as possibilidades de uso do nosso solo, subsolo, recursos hídricos, em benefício do nosso desenvolvimento. Como diz certo autor, ‘não existe lugar para os pobres no banquete da natureza’”, filosofou o comunista Aldo Rebelo.
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    Eu sou contra o "Novo Código Florestal" !!!

    Escrito: quarta-feira, 4 de maio de 2011 by João Malavolta in Marcadores:
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    Surf na Usp começa nessa Terça feira

    Escrito: segunda-feira, 2 de maio de 2011 by João Malavolta in Marcadores:
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    Começa nesta Terça feira, 3 maio, a 4a edição do curso Surf: Administração, Marketing e Gestão de Negócios, na Escola de Educação Física e Esporte da USP.Principal programa do segmento, neste ano os interessados têm a oportunidade de também acompanhar o evento on-line e ao vivo em qualquer parte do mundo.
    Começa nesta 3a feira, 3 maio, a 4a edição do curso Surf: Administração, Marketing e Gestão de Negócios, na Escola de Educação Física e Esporte da USP.

    Principal programa do segmento, neste ano os interessados têm a oportunidade de também acompanhar o evento on-line e ao vivo em qualquer parte do mundo.

    Com crescimento acelerado em todo o planeta, o Mercado Surf busca cada vez mais profissionais capacitados e que conciliem os conhecimentos do esporte com formação acadêmica, um dos principais objetivos do curso.

    Na primeira aula, Alexandre Zeni, do Ibrasurf, apresenta o programa e os participantes do curso, oferecendo uma oportunidade única de contatos e network.

    Além de Zeni, estão confirmados nomes como Rico de Souza, Rogério Boccuzzi (Quiksilver), Luis Henrique Pinga (Oakley), Felipe Silveira (Rip Curl), Luciano Leão (Surface), Rogério Lalau (Contábil Sumaré), Erich Betting (Máquina do Esporte), Marcelo Dória (Brunoro Sport Bussiness) e William Woo.

    As aulas acontecem sempre às terças-feiras, das 19h às 21h30, na Escola de Educação Física e Esporte da USP, até o dia 5 de julho.

    As vagas são limitadas e os interessados devem entrar em contato com o Ibrasurf pelo telefone (11) 5052-5011 ou pelo e-mail ibrasurf@ibrasurf.com.brpara se inscrever. Profissionais que já trabalham no mercado têm desconto especial. Maiores informações: www.ibrasurf.com.br


    PROGRAMAÇÃO

    03/05  – Apresentação Geral do Curso e dos Participantes
    Alexandre Zeni (Diretor do Instituto Brasileiro de Surf);
    10/05  – Mercado Atual do Surf no Brasil e no Mundo
    Rogério Boccuzzi (Quiksilver)
    17/05  - Equipamentos, Licenciamento e Comércio Exterior
    Luciano Leão (Surface)
    24/05  - Eventos e Patrocínios
    Rico de Souza (Pioneiro do Surf no Brasil)
    31/05 – Indústria do Esporte
    Erich Beting (Máquina do Esporte)
    07/06 – Empreendedorismo e Marketing Esportivo
    Marcelo Dória (Brunoro Sport Busisness)
    14/06 – Marketing no Surf
    Luis Henrique Pinga (Oakley)
    21/06 – Legislação e Responsabilidade Social
    Rogério Lalau (Contábil Sumaré)
    28/06 – Administração no Surf
    Felipe Silveira (Rip Curl)
     05/07 – Liderança e Gestão de RH
    William Woo (Empresário e Parlamentar)
    Obs: cronograma sujeito a alterações

    Código Florestal é porta de entrada para ruralistas destruírem mais leis

    Escrito: quarta-feira, 27 de abril de 2011 by João Malavolta in Marcadores: , , , , , , , , , ,
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    Os movimentos sociais se opõem às alterações na legislação ambiental brasileira propostas pelo projeto de lei do relator Aldo Rebelo (PCdoB/SP). Veja os dois artigos abaixo:

    por Vinícius Mansur*, do Brasil de Fato

    Especialista analisa momento da luta em torno do Código Florestal, seu valor estratégico para os ruralistas e cobra posição do governo federal.

    Em junho de 2010, a Comissão Especial sobre Mudanças no Código Florestal aprovou o relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Com as eleições batendo à porta, o governo segurou a votação do relatório pelo plenário da Câmara, temendo um desgaste eleitoral – especialmente pelo fator Marina Silva (PV). A então candidata Dilma Rousseff assumiu o compromisso de vetar qualquer mudança que autorizasse novos desmatamentos.

    Passada as eleições, a bancada ruralista tensionou a disputa, aprovou um pedido de urgência e tentou, até a última sessão de 2010, colocar o relatório em votação. Apesar de fracassarem, o debate acerca do Código impactou fortemente as articulações para a presidência da Câmara. O atual presidente da casa Marco Maia (PT-RS), ganhou apoio da forte bancada ruralista prometendo a votação até fevereiro. O difícil consenso dentro do governo e sua base, especialmente entre os ministérios de Meio Ambiente e Agricultura, travaram o avanço da pauta e, como alternativa, Maia criou, em março, uma Câmara de Negociação que, até então, pouco caminhou.

    No dia 5 de abril, entidades do lobby ruralista, infelizes com a demora nos bastidores, financiaram um evento milionário em Brasília, trazendo milhares de pessoas para defender o relatório de Rebelo. Tentaram demonstrar força ao Palácio do Planalto e dar um verniz popular ao projeto. No dia 7 de abril, outra mobilização, esta em oposição ao projeto, convocada por movimentos do campo e ambientalistas, ocupou a Esplanada. Para avaliar o estágio atual da disputa em torno do Código, o Brasil de Fato entrevistou o mestre em Agroecologia pela UFSC e dirigente do MST, Luis Zarref.

    Brasil de Fato – O que esperar dessa Câmara de Negociação?

    Luiz Zarref – A Câmara de Negociação não é regimental, nunca tinha acontecido em nenhuma outra votação da Câmara. Inicialmente tinha uma conjuntura boa, com quatro ruralistas e quatro ambientalistas. Hoje são seis de cada lado e mais dois representantes da liderança do governo e dois da minoria. No início, a Câmara ficou cerca de um mês e meio sem fazer nada. Com a pressão nessas últimas semanas, o governo se movimentou mais e o espaço começou a funcionar. Mas, ainda não se tem claro qual é o papel dessa Câmara. Foram três reuniões e todas só serviram para deliberar sobre o recebimento de notas técnicas. Não se sabe se a Câmara servirá só para listar os pontos divergentes ou se serão feitas emendas ao relatório do Aldo Rebelo.

    O evento milionário organizado pelos ruralistas fez a balançadas negociações pender para o lado deles?

    O tiro saiu pela culatra. Eles queriam trazer essa mobilização e garantir a votação, só que não contavam com a morte do[ex-vice-presidente] José Alencar, que atrasou a pauta em uma semana. Também não contavam que o PT ficaria firme. O Paulo Teixeira [líder do PT na Câmara] disse que o PT não fechará acordo enquanto a proposta do governo não chegar. Já o Marco Maia disse que o texto só entra em votação quando a Câmara de Negociação terminar os trabalhos. Entretanto, mesmo que não tenham alcançado o impacto esperado, o peso que eles jogaram nesta mobilização, a maior que eles já fizeram, demonstra o interesse deles nessa pauta.

    O que explica tamanho interesse?

    Na nossa leitura, o Código é a porta de entrada para os ruralistas iniciarem a destruição das leis agrárias e ambientais, aquilo que lá em 2009 a Abag [Associação Brasileira do Agronegócio] definiu como prioridade: rever todas as leis do setor para garantir “segurança jurídica”. Na realidade, a segurança jurídica significa limpar toda a sujeira que fizeram até agora, passar uma borracha no desmatamento, no uso irregular de agrotóxicos e de transgênicos, entre outras. Além de permitir o avanço da propriedade privada e do lucro dos ruralistas. O Código Florestal tem um apelo muito grande na sociedade urbana. Se eles o destroem, dão uma sinalização de poder muito grande. As outras pautas, que não estão na sociedade, seriam derrubadas com muito mais facilidade. Quem é que vai defender o Estatuto da Terra, a Política Nacional de Meio Ambiente, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, a Lei de Águas, ou Código de Águas, sobre recursos hídricos? Está em jogo uma demarcação na guerra de posição muito importante para eles, porque o Código é uma lei que historicamente eles tentam destruir e ainda não conseguiram.

    O Código Florestal lhe parece uma legislação adequada?

    Ele já é fruto de uma avaliação de algo que não deu certo, o Código de 1934. Ele surge em 1965 e, apesar de aprovado no primeiro ano da ditadura, foi concebido em um ambiente progressista. Uma sociedade que não discutia meio ambiente sem discutir questão agrária. E ele é discutido em cima de uma disputa mundial entre socialismo e capitalismo. Então, havia uma tendência de se discutir a função social da propriedade. O Código criou a figura da Reserva Legal (RL), que não existia em lugar nenhum do mundo e que recentemente criaram no Paraguai. Com a RL, uma parcela da propriedade privada tem que ser destinada ao interesse público. O primeiro artigo do Código Florestal diz que “as florestas são bem de interesse comum da sociedade brasileira”. Ou seja, estão acima dos interesses privados. Poderíamos ter adotado o ambientalismo conservador, que foi adotado depois da década de 70 pela ditadura, que era o modelo dos EUA, do parque Yellowstone. Ou seja, tirar a área da propriedade privada, isolá-la dos seres humanos e pronto. Porém, nosso Código traz para dentro da propriedade privada uma imposição da sociedade brasileira: uma parcela daquela propriedade deve ser utilizada sustentavelmente. Ele já colocava o conceito sustentável, um discurso bem avançado para época.

    De que maneira as mudanças propostas por Aldo Rebelo prejudicam a agricultura de menor porte e beneficiam o agronegócio?

    O agronegócio artificializa o meio ambiente. Ele mexe com a terra toda, usa o pacote da revolução verde, degrada e depois de 10 anos vai embora para outra região. Não é à toa que agora estamos vendo a expansão da fronteira agrícola no Maranhão, Piauí e Tocantins, um pouco da Bahia também. Destruíram as terras do Sul, destruíram as terras na região Centro-Oeste e na fronteira com a Amazônia e agora estão indo para esta outra área que se estima ter 30 a 40 milhões de hectares. O agronegócio tem essa relação ecossistêmica de destruição. A agricultura camponesa não. Se você tira a RL dessas propriedades, diminui-se a Área de Preservação Permanente (APP), se você não trabalha com a recuperação dessas áreas, no médio prazo, esses agricultores terão suas terras inviabilizadas. A RL é interessante naquele microclima, naquele microespaço, porque ela impacta na polinização de várias culturas, impacta sobre predadores naturais, então veremos um aumento dos índices de pragas, ela impacta na adubação da terra, impacta no fornecimento de água, muda o clima daquele espaço, impacta no agricultor que terá que comprar madeira para qualquer coisa que queira fazer.

    O relatório do Aldo não aponta para o centro da questão: o problema não é a lei, mas a falta de regulamentação e implementação por parte do Estado brasileiro. Se você for ao campo, verá que os agricultores têm o seu pedaço de floresta. Dali ele tira as plantas medicinais, as ferramentas, os palanques para os galpões, ele gosta de ver aquilo. O que ele não gosta é da polícia ambiental ir fazer repressão. Faltam recursos para o agricultor recuperar as áreas que ele tem de passivo. E mesmo que o projeto do Aldo libere propriedades com menos de quatro módulos fiscais das RLs, as APPs terão que ser recuperadas. De onde que ele vai tirar esse dinheiro? Não tem nada no relatório prevendo isso.

    E o que explica a adesão de entidades da agricultura familiar a este projeto?

    A Contag está indo para o discurso imediato, reacionário, que só leva ao fracasso da agricultura familiar, um desserviço histórico. Para a agricultura familiar, a solução é de longo prazo. Porque é quem tem relação com a terra. Para o agronegócio há solução imediata, porque daqui a dez anos, eles fazem um tratoraço e vem limpar as lambanças deles de novo. A agricultura familiar não, mesmo que se mude a lei, as terras vão ficar inviabilizadas. A Contag renegou o debate político com a sua base. Preferiu se submeter a pressão do imediatismo. Há também uma disputa interna na Contag, entre as federações que tem ligação com PT e CUT e federações que tem ligação com o PCdoB e CTB. Então, muito provavelmente houve uma ingerência do PCdoB dentro da Contag para pressioná-los. O pior é que nem emendas ao relatório fizeram, basicamente aderiram, sem enfrentamentos com o agronegócio.

    Reforçaram a polarização benéfica aos ruralistas dos produtores versus ambientalistas?

    Isso. Essa posição deles é funcional ao agronegócio. Diferente da década de 80 e 90, nessa primeira década do século XXI há a hegemonia do agronegócio, que conseguiu passar por propaganda que é ele quem produz para o Brasil. E nessa disputa do Código, eles usaram dessa imagem para dizer que quem quer as mudanças são os verdadeiros produtores, quem não quer são os ambientalistas, que ganham muito bem e não tem nada a ver com quem produz no campo. E a mídia comprou muito isso. Porque os movimentos sociais como a Fetraf, o MST, o MPA, a Via Campesina e outros vêm discutindo o tema, mas suas posições não ganham a mesma reverberação. Não aparece que os pequenos agricultores estão de um lado e os grandes de outro, que nós somos produtores e temos uma posição diferente. Somente produtores versus ambientalistas.

    Quais os próximos passos dessa luta?

    Intensificar o debate na sociedade e pressionar o governo para tirar uma posição que altere a correlação de forças. O indicativo do presidente da Câmara é que a votação vá para maio, depois de finalizado os trabalhos da Câmara de Negociação. Mas dificilmente haverá votação sem indicação clara do governo.

    *De Brasília (DF).
    **Publicado originalmente no site do Brasil de Fato.


    Via Campesina: relatório de Aldo não tem apoio da pequena agricultura
    25 de abril de 2011

    Manifestação da Via Campesina, ao lado de movimentos sociais e sindicais do campo e organizações ambientalistas, contra alteração do Código Florestal, no dia 7 de abril


    Da Página do MST

    O deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator do projeto de reforma do Código Florestal, afirmou que o governo propõe o “extermínio" da agricultura familiar ao pedir que os pequenos produtores tenham área de reserva legal dentro de suas propriedades.

    A declaração foi dada em entrevista ao portal G1, divulgada na quinta-feira.

    Luiz Zarref, dirigente da Via Campesina Brasil, rebate a declaração do deputado, que utiliza a agricultura familiar como uma nuvem de fumaça para dar legitimidade ao seu projeto de flexibilização do Código Florestal.

    “É absurda a ideia de retirar a Reserva Legal das propriedades camponesas. Nenhum movimento agrário pediu isso. Nem mesmo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agriculturag (Contag), que está bastante próxima do deputado Aldo Rebelo, defendeu isso em suas propostas iniciais de alteração do Código”, afirma Zarref.

    A Via Campesina Brasil congrega o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Associação Brasileira dos Estudante de Engenharia Florestal (Abeef), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais.

    Abaixo, leia os comentários de Zarref à entrevista concedida por Aldo Rebelo ao G1.

    Pequena agricultura defende Reserva Legal

    É absurda a ideia de retirar a Reserva Legal das propriedades camponesas. Nenhum movimento agrário pediu isso. Nem mesmo a Contag, que está bastante próxima do deputado Aldo Rebelo, defendeu isso em suas propostas iniciais de alteração do Código (no Grito da Terra de 2009). Ele fez essa brutalidade em seu relatório apenas para cooptar as bases, oferecendo uma resposta fácil.

    No entanto, o estudo feito pela maior referencia da academia brasileira, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, deixa claro o que a Via Campesina já vem dizendo: as Reservas Legais aumentam a produtividade agrícola. Elas garantem a polinização das culturas plantadas, são refúgio para predadores naturais das pragas agrícolas, colaboram na adubação das unidades produtivas e garantem os corpos d'àgua, juntamente com as APPs.

    Interesses internacionais

    O Código Florestal é uma lei que defende os interesses nacionais e da sociedade brasileira, por isso o Estado historicamente garantiu uma repressão acima do descrito na lei, para jogar o povo contra a lei. Ele, como suposto comunista, deveria saber que a polícia não respeita a lei, mas sim os interesses repressores das elites. Mas o problema não é a lei, é a política do Estado brasileiro, que privilegia os grandes latifúndios e deixa para os pequenos o rigor das concepções ambientalistas conservacionistas, que não estão previstos na lei.

    A entrevista do Aldo deixa evidente a nova trincheira que ele ocupa: a do agronegócio. Acusa a agricultura camponesa de ser ilegal, enquanto o latifúndio, histórico desmatador, é defendido como legalizado. Ataca o MST e defende os interesses das transnacionais, que hoje dominam a agricultura brasileira. Aldo critica as organizações sociais europeias e não faz nenhuma menção às grandes multinacionais da agricultura, que apoiam seu relatório.

    As empresas de agrotóxicos, a maioria europeias como a Bayer, Basf e Syngenta, transformaram o país no maior consumidor de venenos agrícolas do mundo, sem alterar proporcionalmente a produção brasileira. Ele usa isso para confundir a sociedade, uma vez que a grande mídia está a seu favor. Especificamente, existem vários desvios graves na sua entrevista.

    Quem defende o relatório do Aldo

    Os maiores beneficiários são os latifundiários. Um indicativo é que 15 deputados serão diretamente beneficiados, todos eles ligados a bancada ruralista, incluindo nomes "de peso" como Paulo César Quartieiro (DEM) e Sandro Mabel (GO).

    A agricultura familiar está apoiando a implementação da legislação prevista no Código Florestal, com a criação de um programa nacional de regularização ambiental em nível federal, enquanto o Aldo defende programas municipais e estaduais, sujeitos aos interesses da politicagem local.

    Já está mais do que evidente que o deputado e suas propostas não tem apoio da agricultura familiar e camponesa. Nem mesmo a Contag - que é a confederação dessas entidades citadas por Aldo - tem saído em público para defender o relatório do deputado. Continuar a defender isso é mais uma prova do jogo sujo e dos interesses escusos do deputado.

    Função social da propriedade

    O ataque de Aldo ao instituto Reserva Legal é a prova cabal de que o deputado Aldo Rebelo abandonou o comunismo. A RL é um dos cernes da função social da propriedade. É uma inovação progressista, garantida pelos setores mais avançados da sociedade brasileira às vésperas do golpe militar. A RL garante que, independente dos interesses privados, do lucro, cada propriedade deve ter uma parcela destinada ao uso sustentável, já que as florestas são interesse de bem comum à toda sociedade brasileira. Ou seja, o deputado Aldo defende o império da propriedade privada, o mesmo discurso das elites agrárias e seus representes, desde a UDR até a CNA.

    Quem mais preserva

    A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, realizou pesquisa em supercomputadores e concluiu que 57% das APPs estão preservadas, ou seja, 59 milhões de hectares. Olhando o mapa gerado, comparando com o IBGE, fica bastante evidente que as aglomerações de agricultura camponesa e povos originários é onde se encontra as áreas com maior taxa de preservação.

    Nós já defendemos o cálculo da APP como Reserva Legal. Isso já era permitido pelo atual Código, exclusivamente para a agricultura familiar. O difícil é o cumprimento disso por parte dos órgãos estaduais de meio ambiente, que normalmente são preservacionistas radicais. Mas não é nenhuma novidade o que o Aldo está trazendo.

    Políticas públicas

    Todo agricultor camponês tem seu pedaço de mata, pois usa para tirar remédios naturais, como fonte de lenha, de madeira para instrumentos e construções. Se existir uma política concreta, que possibilite o extrativismo dessas áreas, já está mais do que comprovado que essa área pode também ser uma importante fonte de renda diversificada para as famílias. A RL só não tem utilidade na lógica do agronegócio, que quer passar trator em tudo, jogar veneno em todas as áreas, transformar tudo em deserto verde e monocultura.

    Recomposição fora da propriedade

    É inaceitável a proposta de recompor ela em qualquer parte do mesmo bioma. O impacto agrário dessa medida será gigantesco. Latifúndios de São Paulo poderão comprar áreas no Paraná ou no Pernambuco, dizendo que estão recompondo suas RLs. Já é possível prever duas situações muito graves: as áreas da agricultura camponesa, normalmente mais baratas, sofrerão um grande aliciamento para serem vendidas e transformadas em RLs. Veremos uma nova expulsão em massa de camponeses. A outra é que latifúndios improdutivos poderão ser considerados como áreas de RL em recuperação, o que impedirá o processo de reforma agrária em várias regiões.


    A ciência também é contrária às mudanças no Código Florestal propostas pela Bancada Ruralista no Congresso Nacional. Clique neste link para ver o documento completo assinado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciência (ABC). Abaixo, veja alguns dos pontos principais:

    - Nos últimos anos, a tendência da agropecuária brasileira tem sido de crescimento sistemático da produção, principalmente em decorrência de ganhos constantes de produtividade. Assim, de 1975 a 2010, a área usada para grãos aumentou em 45,6%, mas a produção cresceu 268%, ou seja, quase seis vezes mais que a área plantada. Embora também tenham sido registrados recentemente ganhos de produtividade na pecuária, a taxa de lotação das pastagens na pecuária extensiva ainda é baixa, com cerca de 1,1 cabeça/ha, conforme o Censo Agropecuário de 2006. Um pequeno investimento tecnológico, especialmente nas áreas com taxas de lotação inferiores a meia cabeça por hectare, pode ampliar essa capacidade, liberando terras para outras atividades produtivas e evitando novos desmatamentos. O ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) prevê que o crescimento da produção agrícola no Brasil continuará ocorrendo com base no ganho de produtividade, com maior acréscimo na produção do que na área ocupada. Parte dos ganhos de produtividade alcançados pelo agronegócio tem sido repassada em benefício de diversos segmentos da sociedade, com a queda de preços relativos do produto agrícola e o aumento da produção. Alguns estudos apontam que, de 1975 a 2008, o montante repassado foi da ordem de R$ 837 bilhões.

    - Há necessidade de medidas urgentes dos tomadores de decisão para reverter o estágio atual de degradação ambiental. Para estancar esse quadro, as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs) deveriam ser consideradas como parte fundamental do planejamento agrícola conservacionista das propriedades. A percepção das RLs e das APPs como uma oportunidade deve ser acompanhada de políticas de Estado de apoio à agricultura que simplifiquem e facilitem os trâmites burocráticos. Para concretizar essa proposta, é indispensável uma articulação entre os órgãos federais, estaduais e municipais para a implementação da legislação ambiental, que não pode ficar sob a responsabilidade exclusiva do proprietário ou do possuidor rural. Os estados e os municípios desempenham papel importante na estruturação dos órgãos responsáveis pela regularização das RLs e APPs.

    - A eficiência dessas faixas de vegetação remanescentes depende de vários fatores, entre eles a largura e o estado de conservação da vegetação preservada e o tipo de serviço ecossistêmico considerado, incluindo-se, na sua avaliação, o papel das áreas ribeirinhas na conservação da biodiversidade. Um ganho marginal para os proprietários das terras na redução da vegetação nessas áreas pode resultar num gigantesco ônus para a sociedade como um todo, especialmente, para a população urbana que mora naquela bacia ou região. Mesmo com toda a evolução do conhecimento científico e tecnológico, os custos para restaurar as áreas mais degradadas são ainda muito elevados, especialmente no caso das várzeas. Além do mais, nem todos os serviços ecossistêmicos são plenamente recuperados.

    - A Reserva Legal tem funções ambientais e características biológicas distintas das APPs em termos da composição e estrutura de sua biota. Na Amazônia, a redução das RLs diminuiria a cobertura florestal para níveis que comprometeriam a continuidade física da floresta devido a prováveis alterações climáticas. Portanto, a redução de RLs aumentaria significativamente o risco de extinção de espécies e comprometeria a efetividade dessas áreas como ecossistemas funcionais e seus serviços ecossistêmicos e ambientais.

    Os verdadeiros "Caras Pintadas"

    Escrito: terça-feira, 19 de abril de 2011 by João Malavolta in Marcadores: ,
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    Quando ninguém pensava em democracia eles já tinham a cara pintada. Se isso não é estar a frente, alguém esta no caminho errado.




    Água poluída – Uma ameaça silenciosa

    Escrito: terça-feira, 12 de abril de 2011 by João Malavolta in Marcadores: , , ,
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    Water ink _ BDDP Unlimited and Solidarités International - UK from BDDP Unlimited on Vimeo.


    To mark World Water Day, on March 22nd Solidarités International and its agency BDDP Unlimited will roll out a campaign to build awareness of the scourge of undrinkable water.

    Today, it is estimated that 3.6 million people, including 1.5 million children under the age of 5, die every year of diseases borne by unhealthy water, making it the world’s leading cause of death.

    Yet the public isn’t aware of it and political leaders do not demonstrate the drive it takes to end the terrible deaths. The campaign calls on journalists to spread awareness of this scourge and appeal to readers to sign a petition that will be personally handed to the French president during the 6th World Water Forum in March 2012.

    To evoke the silent and invisible threat of unhealthy water, BDDP Unlimited opted for a minimalist approach that is both visually appealing and surprising, using water and ink exclusively. The spot shows the power of ink to reveal the invisible.

    The spot, created by BDDP Unlimited, produced by Hush and directed by Clément Beauvais, a young director, illustrator, musician and photographer. His multiple talents and mastery of various techniques enabled him to both create the drawings and direct the spot.

    The campaign will be seen from mid-March on TV, in cinemas, on the Internet and in print. A dedicated web site, votregouttedeau.org, will gather signatures for the petition.

    http://www.votregouttedeau.org

    "Brasileiro é ensinado a ser 'canalha"

    Escrito: by João Malavolta in Marcadores:
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    "No Brasil, se você tem uma opinião contrária você é ejetado da discussão. Além disso, as pessoas sempre levam o debate para o lado pessoal"


    Emily Canto Nunes

    Direto de Porto Alegre


    Músico e agitador cultural, Lobão abriu, ao lado do jornalista, escritor e tradutor Eduardo "Peninha" Bueno, as atividades do 24º Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, na noite desta segunda-feira. Convidado para falar sobre Liberdade individual: a arte de construir a sua própria história, Lobão criticou a falta de liberdade do povo brasileiro para ter opinião e para ser autocrítico. Para ele, o brasileiro é ensinado a ser "canalha", a não ser sincero e honesto com os outros e consigo mesmo, a ser subserviente.

    "No Brasil, se você tem uma opinião contrária você é ejetado da discussão. Além disso, as pessoas sempre levam o debate para o lado pessoal", disse Lobão no painel que começou com quase 30 minutos de atraso. A educação, para Lobão, tem um papel fundamental neste modus operandi "bovino" do povo brasileiro, que tem "uma baixa estima revestida de euforia carnavalesca".


    "A educação brasileira é terrível, é amedrontadora", disse Lobão, que ressaltou que o povo não é ensinado a se expressar. "Eu convivo com jovens e o que eu vejo é uma infantilização cada vez maior, eles não tem condições de se expressar livremente e nem de articular suas próprias opiniões. No Brasil, quem é polêmico é tachado de violento, é caricaturado, vira personagem. Aqui, você só pode existir se não for você. Povo que não tem autonomia intelectual não pode clamar por liberdade de expressão, lutar por sua opinião e conviver com opiniões distintas".

    Músico, Lobão exemplificou o que chamou de cultura do povo brasileiro com a música popular brasileira, que mesmo quando é de protesto é acanhada, suave. "MPB tem que ser brocha", disparou, para logo completar que o "brasileiro não teve guerra, nunca lutou em uma guerra, por isso não tem tônus".


    Ainda sobre o papel da educação, Lobão disse que no Brasil as pessoas não são ensinadas a ser empreendedoras, a ter iniciativa, que o mérito é visto como algo ruim, e que o certo mesmo são "as panelinhas".

    "Esse ministro aí de Minas e Energia Edison Lobão, meu homônimo, o cara entende menos do que eu de Minas e de Energia. Mas então por que ele tá lá? Porque ele é amigo, do amigo, do amigo. Se fosse eu, pegava um técnico, olhava o currículo e daí ah, você entende disso, então você está qualificado", exemplificou.


    No mesmo sentido, o jornalista e escritor Eduardo "Peninha" Bueno, conhecido pela tradução de On the Road, de Jack Kerouac, também se mostrou bastante preocupado com a educação no Brasil e disse que tinha tudo para ter sido um "vagabundo", mas que o livro, a palavra escrita, o transformou: "eu me inventei". Com opiniões que foram na mesma direção das ideias de Lobão, Peninha afirmou que o Brasil tem de si uma autoimagem que não corresponde, que se acha sexualmente libertário, por exemplo, mas que é extremamente conservador. "O brasileiro tem uma baixa estima por termos sido colonizados por Portugal. Preferia que fosse por franceses, ingleses, holandeses...

    Tem coisa mais colonizada do que isso? É claro que teve coisas ruins, mas teve também coisas boas, não somos qualquer chinelagem", afirmou, citando inúmeros rankings econômicos em que o Brasil ocupa as primeiras posições.


    Autor de livros como A viagem do descobrimento, Náufragos, traficantes e degredados, Capitães do Brasil, Peninha disse que buscou, através da escrita, libertar a História do ranço ideológico, para que ela fosse menos catedrática e mais como ela é de fato, viva.


    Internet e cultura


    Sobre a internet e o poder da liberdade de expressão através das redes, Peninha se mostrou bastante entusiasmado, mas disse que não sabe como usá-la, e que nesse sentido não é "moderninho" como muitos imaginam. Por sua vez, Lobão disse que as pessoas exageram quando falam da internet, que pelo menos no meio artístico, ela não tem e nem terá um papel de protagonista, pois a indústria do entretenimento funciona de outra forma e que um artista ainda precisa do rádio e da televisão para se firmar. "Eu acredito que a internet é importante, mas ela tem um papel coadjuvante e sempre terá. Um artista precisa tocar na rádio, ir no Faustão. A internet acaba criando um gueto. O artista que quer que sua música seja escutada de verdade por muitas pessoas precisa atacar o mainstream".


    Ao falar das ações do Ministério da Cultura, não apenas no governo Dilma Rousseff, mas de todos os governos anteriores, Lobão disse que o que existe no Brasil é uma "política cultural assistencialista". "Em outros países, nem existe isso de Ministério da Cultura. No Brasil, o Ministério da Cultura é um balcão de negócios. No meu entendimento, uma Lei Rouanet deveria custear atividades de artistas revolucionários, tão excêntricos que não são compreendidos pelo chamado mainstream, que vivem à margem, e não o contrário", afirmou.


     

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