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    Quando descobrimos que a nossa atitude encoraja a ação positiva em outras pessoas e isso por sua vez motiva Outras, começamos acreditar que podemos mudar o mundo. (JM)

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    Surfistas criam prancha feita com 90% de materiais renováveis

    Escrito: quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 by João Malavolta in Marcadores: , , ,
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    Vídeo de apresentação da prancha no concurso, em inglês.



    A utilização de materiais que não fazem mal ao planeta pode ser encontrada em vários objetos, inclusive em pranchas de surf. A marca alemã Kun_Tiqi fabrica as pranchas a partir de madeira de balsa cultivada de maneira sustentável em uma fazenda do Equador.
    kun_tiqi
    Ela é laminada com uma resina com com 98% de linhaça / Foto: Divulgação
    De acordo com o site, 90% da prancha é feita de matéria prima natural e renovável. Depois de adquirir a forma devida, ele é laminado com uma resina feita com 98% de linhaça e sem ingredientes tóxicos.
    prancha 1
    A marca Kun_Tiqi produz as suas pranchas de maneira sustentável / Foto: Divulgação
    A vantagem de usar esse tipo de madeira é que ela cresce muito rápido (dez metros em menos de quatro anos), é fácil de ser reciclada e não produz toxinas. Ela é cultivada por Don Zandoval e as família, que planta as árvores de acordo com as leis locais e um sistema sustentável de cultivo (como o Comércio Justo).
    surf
    As pranchas são mais resistentes, flexíveis e duráveis / Foto: Divulgação
    Já que o processo de fabricação é todo feito a mão, as pranchas levam, em média, seis vezes mais tempo para ficarem prontas do que as produzidas de forma convencional. Esse é um dos fatores que fazem as pranchas serem mais flexíveis, estáveis e terem maior durabilidade.
    Os “surfistas que se importam”, como diz o slogan da marca, ainda apontam outra vantagem do uso da madeira: no final da vida útil, o artigo é utilizado como composto e fertilizante de solo.
    don zandoval ecuador
    Don Zandoval e sua família cultivam a madeira balsa de maneira sustentável / Foto:Divulgação

    Revista Hardcore apóia proteção da praia do Itaguaré

    Escrito: terça-feira, 4 de janeiro de 2011 by João Malavolta in Marcadores: , , ,
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    Na edição de dezembro a Revista Hardcore (Nº 255) deu uma grande força a galera do surfe da Baixada Santista/SP, divulgando a criação do Parque Estadual das Restingas de Bertioga num artigo que tive a oportunidade de assinar.


    Depois de uma grande mobilização regional que durou quase 10 anos, com discussões e grandes debates públicos, que proporcionaram a comunidade do surfe a participação em favor da criação do Parque, o litoral brasileiro tem mais uma praia com boas ondas conservada.

    A área criada é uma Unidade de Conservação (UC), que deve proteger uma significativa porção de Mata Atlântica, restingas, mangues e outros ecossistemas associados, além de garantir que a Praia do Itaguaré permaneça praticamente com toda a sua fisionomia natural e rolando “aquelas” boas ondas que conhecemos!!!

    Gostaria de agradecer a equipe da Hardcore na pessoa do editor Steven Allain pelo espaço cedido nessa edição, e aproveitar para convidar a todos para correrem nas bancas e pegarem seus exemplares, que além desse artigo trás muito mais surfe e meio ambiente em matérias exclusivas ao redor do mundo...

    Aloha

    Leiam abaixo o texto na integra:  

    Click na imagem para aumentar

    Vai rolar “Clinica de Surfe e Sustentabilidade”

    Escrito: quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 by João Malavolta in Marcadores:
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    Integrando a programação das atividades de verão do SESC-Bertioga/SP, a Ecosurfi realiza a partir dessa sexta-feira (17/12), a “Clinica de Surfe e Sustentabilidade”, que vai proporcionar aulas de surfe e sensibilização ambiental aos sócios da instituição durante todas às sextas-feiras do mês de janeiro.

    A proposta tem a sua aula inaugural no final dessa semana e traz em sua agenda ações que envolvem o aprendizado do surfe com o foco na formação para a cidadania e direitos humanos, onde, todo o trabalho tem como objetivo aguçar a percepção e os conhecimentos socioambientais dos jovens para a organização local e pelo cuidado com as praias e zonas costeiras.

    As temáticas a serem trabalhadas estão vinculadas ao Movimento Surfe Sustentável, que é uma ação em rede capitaneada pela Ecosurfi, que visa envolver a comunidade surfe na Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente.

    O Movimento tem caráter intergeracional, transversal e aglutinador. Toma como documento orientador a "Carta de Responsabilidades Humanas" e traz como fundamentos a cultura de paz, os princípios ecológicos, a noção de sustentabilidade, a participação social, o espírito de coletivo e a atuação em rede.

    Toda a proposta que acontece no primeiro mês de 2011 vai abordar aulas teóricas e praticas de surfe, abordando assuntos como: história e cultura surfe, surfe, cidadania e meio ambiente, participação e protagonismo dos surfistas.

    Confira as datas das atividades:
    Dia 17/12 – das 16:30hs às 21:30hs
    Local: Jardim Rio da Praia  / Praia do Indaiá
    Dia 07/01 – das 16:30hs às 21:30hs
    Local: Jardim Rio da Praia  / Praia do Indaiá
    Dia 14/01 – das 16:30hs às 21:30hs
    Local: Jardim Rio da Praia  / Praia do Indaiá
    Dia 21/01 – das 16:30hs às 21:30hs
    Local: Jardim Rio da Praia  / Praia do Indaiá
    Dia 28/01 – das 16:30hs às 21:30hs
    Local: Jardim Rio da Praia  / Praia do Indaiá

    Clínica de Surfe e Educação Ambiental

    Escrito: terça-feira, 14 de dezembro de 2010 by João Malavolta in Marcadores:
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    Berço do surfe participa de seminário sobre surf e sustentabilidade

    Escrito: segunda-feira, 22 de novembro de 2010 by João Malavolta in Marcadores: ,
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    A cidade onde nasceu o surf no Brasil recebe as atividades da Ecosurfi nessa sexta-feira

    Por: João Malavolta

    Durante a Semana da Biodiversidade que acontece em Santos (SP) de 20 a 27 de novembro, a ONG Ecosurfi promove a terceira etapa dos seminários “Surf nas Ondas da Sustentabilidade”, que faz parte do programa Surfe Sustentável promovido pela organização.

    O evento vai rolar na próxima sexta-feira (26/11), às 15hs, no auditório do Museu do Surf, localizado no emissário submarino na cidade. As duas primeiras atividades deste ciclo de apresentações aconteceram em Ubatuba e Iguape, reunindo surfistas do litoral norte e litoral sul.

    O seminário está inserido na fase de mobilização do programa Surf Sustentável e tem como propósito contribuir com a sensibilização da comunidade do surf, sobre os desafios que o atual cenário socioambiental esta impondo sobre as sociedades humanas, em especial os habitantes das áreas costeiras.

    Entre as propostas que são pautadas nas palestras está, o protagonismo dos surfistas, surfe e gestão costeira, cultura surfe e consumo, e surfe juventude e meio ambiente.

    Nesta primeira fase, as ações estão direcionadas para a mobilização da comunidade do surfe, que através da “Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente”, estão promovendo o diálogo virtual e presencial sobre o tema, com o propósito de fazer parcerias para construírem iniciativas pró-sustentabilidade dentro do universo surf.

    Todas as discussões acontecem numa rede social articulada por grupos de praticantes do surfe e admiradores do esporte em todo o território nacional (www.surfsustentavel.ning.com).

    As palestras serão facilitadas pelos dirigentes da Ecosurfi, João Malavolta e Bruno Pinheiro.

    Para obter mais informações sobre o seminário, entre em contato pelo telefone 13 3426-8138 / 13 9751 03332 ou envie mensagem para surfsustentavel@ecosurfi.org.

    O Museu do Surf, fica localizado à Av. da Praia, canal 1 / Emissário Submarino, Santos (SP).

    * Haverá sorteio de uma prancha de surfe ,camisetas e esquizes para os participantes. Não é necessário inscrição, evento gratuito.

    O Programa Surf Sustentável conta com os parceiros estratégicos: Aliança para um Mundo Plural e Solidário, Global Garbage e com o apoio da Prefeitura Municipal de Ubatuba / Secretaria de Meio Ambiente, AUS - Associação Ubatuba Surf, Rejuma – Rede Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, Coletivo Jovem de Meio Ambiente – CJ Caiçara, REBEA – Rede Brasileira de Educação Ambiental, REPEA - Rede Paulista de Educação Ambiental, Fórum do Litoral Paulista das Agendas 21, projeto CineSurf, Greenpeace – campanha Oceanos, Associacao Santos de Surfe e SOS Mata Atlântica.

    Confira a programação 







    Uma perda para o surfe global. Andy Irons deixou o oceano mais triste!

    Escrito: quarta-feira, 3 de novembro de 2010 by João Malavolta in Marcadores: ,
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    Por: Edinho Leite / ESPN

    É a manhã mais cinza desde que chegamos a Porto Rico. O sol está encoberto por nuvens pesadas. Há uma tempestade no horizonte anunciando possibilidade de um furacão, Tomas. Porém, antes dele, outra tormenta inesperada e devastadora, atingiu a todos. O RipCurl Pro Puerto Rico, em sua 3ª fase, que seria provavelmente cancelado hoje por falta de ondas, está parado por outro motivo. A falta de Andy Irons.
    Uma enxurrada de mensagens e especulações inundou minha tentativa de objetividade para escrever essa matéria na madrugada triste e mal dormida em Porto Rico. Busca-se uma explicação, mas o fato é que nada pode mudar a triste realidade. Andy Irons faleceu em Dallas [EUA].

    O laudo médico deve demorar a sair. Dengue hemorrágica? Por que ele não foi a um hospital depois de ter passado tão mal durante o vôo de escala a caminho de casa? Quem é o médico que tratou de Andy aqui em PR? Owen Wright declarou que está doente desde Portugal. Trevis Logie tem alguns sintomas. Mas, diferente do que alguns veículos estão divulgando, Andy Irons não veio de Portugal. Ele estava no Hawaii antes de voar para cá. Caio Salles pesquisou e descobriu que não há vôos sem escala de PR para Dallas. Sendo assim ele deve ter parado em Miami. A equipe da ESPN está buscando esclarecer tudo isso aqui em PR.

    Não vou descrever a carreira e o estilo de Andy Irons. Tricampeão, 19 vitórias no Tour, levou a etapa no Tahiti, em Teahupoo, esse ano. Isso será amplamente divulgado por todo canto. Prefiro me ater a um ponto que talvez pouca gente, entre as tantas que o idolatram ou criticam, pode saber. Andy Irons, para além do próprio personagem em que topou se transformar, seguindo o embalo generalizado de criar um contraponto para Kelly Slater, era um cara legal. Nunca foi um anjo, tinha seus problemas como todo mundo e talvez mais alguns por conta de sua personalidade obstinada.

    Alguns dias antes de Andy vir a ser tricampeão mundial no Brasil [Imbituba, 2004] pude conhecê-lo, fora da praia e do contexto surf a que estamos acostumados. A situação proporcionou a chance de conversarmos um bom tempo sem nos apresentarmos oficialmente como jornalista e campeão mundial de surf. Fomos apenas dois caras trocando idéia sobre outros assuntos. Acreditem, havia muito mais sob a carapuça de “rival do Staler” que todo mundo conhece. Depois disso foi mais fácil entender algumas nuances da complexa personalidade de Andy. Virei fã do cara.

    A praia está vazia. Não há ninguém no mar. Logo mais uma homenagem oficial terá lugar aqui. O ídolo será elevado definitivamente ao status dos “Deuses do Surf”. Talvez o Pipe Master passe a ter seu nome, seria justo. A Fly In The Champagne, documentário baseado na rivalidade de Andy e Slater, será revisto mundo a fora. Merece. O documentário mostrou uma relação diferente entre os dois e criou uma nova dinâmica para a rivalidade deles. Só lembrando, o documentário foi idéia do Andy.

    Veículos não muito confiáveis lançam mão de uma suspeita de overdose. Tem gente perguntando se o evento aqui será cancelado. Duvido muito. Uma sombra tão densa quanto o céu dessa manhã em Porto Rico se instalou sobre a festa, mas a vida continua e não haveria forma mais digna do que homenagear Andy com surf.

    Viemos para cá na esperança de assistirmos um décimo título mundial ser alcançado. Isso vai acontecer, agora ou em Pipeline, último evento da temporada 2011 do World Tour da ASP. A meu ver isso encerraria um ciclo inigualável no cenário esportivo. Só não imaginava que viesse a tomar essa dramaticidade inesperada. O rei será coroado. Seu maior oponente assistirá a isso de outra dimensão. Um final expressivo e inigualável, como o surf de Andy Irons.

    Revista EA do Senac destaca o programa Surfe Sustentável da Ecosurfi

    Escrito: domingo, 21 de fevereiro de 2010 by João Malavolta in Marcadores: , , , ,
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    Na edição 2010 da Revista "Educação Ambiental" do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), entre os destaques da publicação está o programa Surfe Sustentável da Ecosurfi, que vem se consolidando como referência no engajamento dos surfistas que buscam contribuir com a preservação e proteção dos mares, praias e oceanos.

    Assim como outras iniciativas que visam despertar a consciência ambiental entre os praticantes dos esportes radicais, o programa Surfe Sustentável está se destacando entre a comunidade so surfe, em razão das formas de interação que a proposta oferece.

    Ações como seminários presenciais, fóruns de discussão via Internet (www.surfsustentavel.org), servem como canais de articulação e difusão dos conceitos da proposta.

    A matéria que tem como título, "Na onda da sustentabilidade", também aborda esportes como escalada, montanhismo, canionismo entre outros.

    Sobre a Revista

    A revista Senac / Educação Ambiental é semestral e foi lançada durante a Eco-92, e apresenta ao leitor artigos ligados ao tema do meio ambiente, como educação ambiental, turismo, soluções sustentáveis, saúde, biodiversidade, cultura, formação profissional e qualidade de vida. Saiba mais

    Confira a matéria com a Ecosurfi

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    Conheça a revista na intergra Click Aqui

    Surfista, proteja seu playground

    Escrito: segunda-feira, 9 de novembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: , , , , ,
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    Por: Leandra Gonçalves / Greenpeace

    Brasil, país tropical, repleto de exuberantes belezas naturais, possui uma das maiores zonas costeiras e uma diversidade regional e cultural de causar inveja.

    O brasileiro tem uma ligação com o mar como poucos povos têm. São mais de 8.600 quilômetros de costa, quase 4 milhões de quilômetros quadrados de água, a grande maioria dessa área admirada pela população, que até enfrenta grandes congestionamentos para conseguir um lugar ao sol e um pedacinho de areia.

    Contudo, não podemos dizer que na cabeça do brasileiro a proteção dos nossos mares é considerada emergencial. Ao olhar para o mar, ele está lá, sempre azul, o que faz com que as pessoas acreditem que ele possui capacidades infinitas e inesgotáveis de se recompor e permanecer naquele azul pacífico de sempre.

    Não é, infelizmente, o que acontece na realidade. A gestão da zona costeira brasileira está longe de estar entre as prioridades governamentais e enfrenta grandes dificuldades de implantação e operacionalização.


    Nestes últimos anos, diversos fatos vêm impondo mudanças de estratégias e de atitudes da comunidade litorânea, a exemplo da aceleração dos efeitos das mudanças climáticas sobre a zona costeira, início da exploração do petróleo pré-sal, intensificação do turismo nas áreas litorâneas, poluição, ocupação desordenada por grandes resorts, obras de infra-estrutura e entre outros.

    Os impactos socioambientais desses novos fatos já são visíveis. Elevação do nível do mar, aumento dos eventos climáticos que destroem empreendimentos da linha da costa, a perda alarmante de recursos naturais e inclusive a diminuição da capacidade dos oceanos de realizar o equilíbrio climático do planeta. Entre os efeitos negativos, ainda estão a alteração do regime de ondas, problemas de saúde pública e a quantidade de lixo marinho.


    Este cenário, pouco animador, refere-se a uma porção do território brasileiro, considerado Patrimônio Nacional, onde residem em torno de 40 milhões de habitantes. Essa porção do território brasileiro é utilizada para locomoção, turismo, lazer e deve também ser utilizado pela sociedade de forma sustentável, o que não tem sido feito de forma responsável.

    A comunidade do surf, sempre presente nesse nosso “playground azul” e adorador da natureza e, particularmente, dos oceanos, deveria se mobilizar para ajudar a defender a zona costeira de interesses econômicos irresponsáveis, que não trazem o verdadeiro desenvolvimento para o povo brasileiro de forma sustentável.

    Esse mês, em Ilhéus, acontece o Campeonato Panamericano de Surf (Mahalo Pan Surf Games & Music - de 7 a 14 de novembro, na praia de Batuba, em Olivença), um grande evento que promete revelar talentos incríveis e que estarão preparados para esculpir as melhores ondas. Infelizmente, no Brasil, existe pouco apoio financeiro para a realização desse tipo de evento, e a organização fica à mercê de empresas poluidoras e altamente impactantes. Por trás do apoio de muitas dessas empresas, existe o interesse de posarem de “mocinhos” na foto e perante a comunidade – a principal impactada pela falta de transparência e pelo desenvolvimento econômico a qualquer custo.

    A região de Ilhéus, na Bahia, é uma das poucas áreas remanescentes de mata atlântica e apresenta uma zona costeira ainda com informações insuficientes para a conservação da biodiversidade. No entanto, o governo e empresas privadas pretendem trazer para a região uma gigante obra de infra-estrutura, para ser localizada na Ponta da Tulha – o Complexo Intermodal do Porto Sul. Uma parceria pública-privada, orçada em 11 bilhões de reais e que trará prejuízos inestimáveis para o Brasil na área socioambiental.

    A Bahia Mineração, principal apoiadora do campeonato, tem interesses na construção do porto para que possa retirar nosso minério de ferro e exportar para Índia, China, Rússia e Cazaquistão.

    Se isso não bastasse, a construção de um complexo portuário na região irá afetar as condições costeiras, podendo muito certamente impedir que outros brilhantes campeonatos como este possam ser realizados e tragam nossos ilustres surfistas de mais de 20 países para a nossa exuberante costa brasileira.



    "Aliança dos Surfistas propõe catalizar propostas pela sustentabilidade

    Escrito: terça-feira, 23 de junho de 2009 by João Malavolta in Marcadores: ,
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    Aliança dos surfistas pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade em Ubatuba, capital do surf
    A “Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade” foi lançada em Ubatuba, no dia 18 de junho, durante o seminário "Nas Ondas da Sustentabilidade". A atividade, que integra o Programa Surfe Sustentável, da Entidade Ecológica dos Surfistas (Ecosurfi), foi realizado em parceria com a Associação Ubatuba de Surf (AUS) e Prefeitura Municipal de Ubatuba por meio da Secretaria de Meio Ambiente.

    Aliança dos surfistas pelo Meio Ambiente Ambiente e Sustentabilidade Carlos Milanelli CETESBA idéia é construir a “Carta de Responsabilidades dos Surfistas para Sociedades Sustentáveis” a partir das ações, propostas e reflexões, articuladas em rede, das diversas comunidades do surfe espalhadas pelo litoral brasileiro. A "Aliança dos Surfistas" é esta rede, que tem como proposta ser uma catalizadora de parcerias, articulando todos os seguimentos dentro da comunidade surfe (mídia, indústria, sociedade civil, profissionais etc) para agir e refletir em torno da Surfe e geração Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade Ecosurficonstrução de sociedades sustentáveis.

    A proposta traz o conceito de “responsabilidades humanas” como fio condutor dos debates sobre o papel do surfista na sociedade contemporânea, que encara o desafio de enfrentar e se adaptar às mudanças ambientais globais. Traz também a idéia de que estão no nível local as possibilidade mais coerentes de elaborar estratégias e intervir com praticidade nos acordos políticos que causam os conflitos socioambientais. Para o dirigente da Carlinhbos e Paulo Mota Associação Ubatuba de Surfe AUS Aliança dos Surfistas EcosurfiEcosurfi, João Malavolta, a sociedade civil não pode mais achar que é da classe política o compromisso por cuidar das pessoas, zelar pela comunidade e valorizar a vida. Ao mesmo tempo em que não se pode mais achar que “cada um fazer sua parte” é o suficiente.

    “A atitude individual é importante na resolução da crise ambiental que vivemos, as escolhas pessoais são fundamentais. Mas não podemos deixar de lado a Saulo Junior Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente Ecosurfi Ubatubaperspectiva coletiva, que é o que marca e induz o comportamento das pessoas”, fala Malavolta. E neste contexto, “o surfe promove e expressa um estilo de vida saudável, representa uma imagem positiva, mas também há um desgaste da verdadeira essência do surfe por meio do estímulo exagerado do consumo”, conclui.

    Propostas ubatubenses
    Durante o seminário em Ubatuba, diversos segmentos do surfe interagiram. Participaram fabricantes de pranchas, representantes da prefeitura, da CETESB, ONGs locais e surfistas amadores e profissionais, entre eles o top do Super Surf e atual campeão paulista profissional, Saulo Junior, o ex-Top do WQS, Tadeu Pereira e Narciso Oliveira, ambos também campeões paulista de surf profissional, além do embaixador do surfe de Ubatuba, Zecão.

    Tadeu Pereira Aliança Surfistas Meio Ambiente Ecosurfi Ubatuba
    Segundo o ex-surfista profissional, Tadeu Pereira, a partir das pequenas ações é possível melhorar o lugar que vivemos e cuidar da qualidade do sistema costeiro. "Se cada um no seu dia a dia fizer coisas pequenas, atitudes simples como não poluir a praia e orientar as pessoas sobre o respeito que ela merece, já estará contribuindo para a mudança".

    Zecão Ubatuba Aliança dos Surfistas Ubatuba EcosurfiDa conversa sobre responsabilidades o papo avançou para a construção coletiva de propostas que pudessem ser transformadas em coisas práticas. Os surfistas então conversaram sobre os conflitos do surfe na realidade socioambiental local e depois apresentaram suas propostas para construir soluções e resolver alguns deles.

    Emergiram questões como os impactos provocados pelos eventos de surfe nas praias e comunidades Patrícia Maciel Agenda 21 Ubatuba Aliança dos Surfistas Ecosurfi Ubatubalocais e o alto nível de agressão causado pela indústria de pranchas. E foram abordadam também as escolinhas de surfe como espaços propícios para implementar a educação ambiental, além dos surfistas como potenciais produtores e difusores de informações ambientais em nível local, cuidando da qualidade dos oceanos e ambientes costeiros.

    Entre as propostas, surgiram idéias como formar um grupo de trabalho para elaborar critérios para os campeonatos de surfe e a criação de uma comissão para construir, em parceria com a Prefeitura e CETESB, para elaborar metas e soluções para a gestão adequada dos resíduos de fábricas de pranchas. Além de um mutirão de limpeza de praias na Praia de Fora, uma das que vem sofrendo bastante com o lixo.

    José Carlos Renno, embaixador do surf de Ubatuba mais conhecido como Zecão, disse que a iniciativa é muito interessante. "Eu já faço coisas na área, como quando implantamos a educação ambiental na escolinha de surfe. Isto só anima a continuar insistindo e enfrentando as dificuldades", falou.

    Outro que também gostou foi o presidente da Associação Ubatuba de Surf, Paulo Motta. Para ele “este é um processo que já deveria ter começado, porque realmente o lixo gerado pelas fábricas de prancha é um resíduo muito danoso para o meio ambiente. O seminário teve o objetivo de plantar uma semente para instigar as ações efetivas. O fato deste projeto ter vindo de fora denota que Ubatuba realmente é considerada a capital do surf e como tal, deve servir de exemplo também na preservação do meio ambiente. Este é um projeto que tem potencial para atingir toda a costa brasileira. Como cidadão e filho desta cidade, pretendo ajudar a fazer crescer este movimento e melhorar o ecossistema.”

    Por Bruno Pinheiro
    Gestão Comunicação Ecosurfi

    Mais informações
    surfsustentavel@ecosurfi.org
    (13) 3426-8138 / 9751-0332 / 8134-2742
    www.ecosurfi.org

    Programa Surf Sustentável será lançado em Ubatuba

    Escrito: terça-feira, 16 de junho de 2009 by João Malavolta in Marcadores: , , ,
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    Na próxima quinta feira (18/06) a ONG Ecosurfi estará começando a primeira etapa do programa Surf Sustentável, que é uma iniciativa da organização para contribuir com a sensibilização da comunidade do surf sobre a questão ambiental. A idéia tem como proposta a criação de um diálogo entre os surfistas, para a construção da “Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente”.

    Ubatuba como a cidade mais surf do Brasil, sai na frente mais uma vez, e leva para a região o seminário “Surf nas ondas da sustentabilidade”, que irá trazer em sua programação palestras e dinâmicas para sensibilizar a comunidade do surf, sobre formas de enfrentar às mudanças ambientais globais, intensificadas pelo Aquecimento Global.

    Esse programa carrega em sua base de ação a possibilidade de discutir entre todos os segmentos do esporte, o papel de cada empresa, indivíduo e/ou organização, frente ao atual modelo de desenvolvimento socioeconômico, que vem causando crises, desigualdades e homogenização cultural pelo Planeta e influenciando com implicações negativas a vida dos surfistas pelos litorais de todo o mundo.

    Programação:

    Seminário “Nas ondas da Sustentabilidade”

    1° Bloco

    Apresentação e introdução

    13h30min

    Proposta de trabalho e a Aliança dos Surfistas

    13h45min

    Vídeo 01

    14:h05min

    Exposição oral – “O papel dos surfistas na sociedade”

    14h:50min

    Coffe-break

    2° Bloco

    Produção coletiva

    15h:20min

    Dinâmica – Espiral do oceano

    15h:45min

    Vídeo 02

    16h:05min

    Dinâmica – O terral da sustentabilidade

    17h:45min

    Ressaca de idéias

    18h:30min

    Encerramento


    O seminário será realizado no dia 18 de junho das 13h30 às 18h30 horas no Hotel São Charbel, end.: Pça. Nóbrega Nº 280 – Centro, Telefone: (12) 3832-1090 / 3832-1080. Os interessados deverão se inscrever direto na Secretaria de Meio ambiente de Ubatuba, endereço: Rua Guarani, 465 – Itaguá ou pelo telefone: 3833-4541 | 3833-4636 Email: smma@ubatuba.sp.gov.br

    Sobre a Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente

    Para a construção e implementação das propostas de atividades e ações do programa Surf Sustentável, será criada uma rede, através da formação da Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente.

    A aliança irá visar o resgate imaterial da plena integração que o surf proporciona com a natureza, demonstrando experiências e vivências, para demandar subsídios que colaborem com a discussão entre os atores do esporte, para uma nova visão, comportamento e práticas sustentáveis, que possam ser incorporadas na agenda de toda a comunidade global do surf.

    Práticas que devam respeitar o meio ambiente são necessárias e precisam ser priorizadas pelos os agentes do surf. Contudo, a maneira encontrada para esse novo pacto entre o Homem e o Mar, será a concepção e celebração da "Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente", que tem como objetivo principal, proporcionar um novo consciente coletivo entre a comunidade do surf, através da elaboração e produção da Carta de Responsabilidade dos Surfistas pelo Meio Ambiente – CRSMA.

    Responsabilidade dos Surfistas pelo Meio Ambiente

    A Carta de Responsabilidade dos Surfistas pelo Meio Ambiente- CRSMA é um documento aberto, plural e diversificado, sem vinculações governamentais ou partidárias, que tem como base conceitual a Carta das Responsabilidades Humanas, que é um documento planetário que surgiu através da Aliança para um Mundo Plural e Solidário.

    O trabalho de elaboração do projeto da CRSMA deve ser criado para:

    • Servir como ponto de partida para o aprofundamento da reflexão, do debate democrático de idéias sobre a área socioambiental;
    • A formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de pessoas, entidades, empresas e movimentos da sociedade civil e redes;
    • Articulações de homens e de mulheres das mais diversas origens sócio-culturais, credos, etnias, idades, orientação sexual, profissões, ideologia política ou filosófica, empenhados na construção de uma sociedade justa e igualitária;
    • Possibilitar o desenvolvimento sustentável e a proteção dos mares e oceanos;
    • Ser um espaço de convergência das pessoas que buscam e desejam lutar por um novo mundo, capaz de respeitar em sua integralidade os direitos humanos, sociais, culturais e ambientais universais.

    Desta forma, a proposta da CRSMA, organizará ações como encontros, mobilizações para o engajamento público e audiências para montar um amplo debate sobre quais responsabilidades a comunidade do surf pode assumir frente às questões Ambientais Globais.

    O Programa Surf Sustentável conta o apoio da: Aliança para um Mundo Plural e Solidário, Prefeitura Municipal de Ubatuba / Secretaria de Meio Ambiente, AUS - Associação Ubatuba Surf, Mescalito Desing, Guia Itanhaém Comercial, Rejuma – Rede Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, Coletivo Jovem de Meio Ambiente – CJ Caiçara, REBEA – Rede Brasileira de Educação Ambiental, REPEA - Rede Paulista de Educação Ambiental, Fórum do Litoral Paulista das Agendas 21.

    Para saber mais acesse:

    http://www.surfsustentavel.blogspot.com

    http://www.carta-responsabilidades-humanas.net

    Surfistas reagem contra a poluição nas Praias

    Escrito: sexta-feira, 3 de abril de 2009 by João Malavolta in Marcadores: ,
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    Com o término do verão muitas coisas boas ficam na cabeça de todo o surfista. Altas ondas que chegam depois de muitos dias “flat”, novas amizades, muitas gatas, finais de tardes únicos com paisagens que poucas vezes o cinema consegue reproduzir, e assim se vive esse período.



    Mas nem tudo o que acontece na temporada mais quente do ano remete a boas lembranças para a comunidade do surf. Nessa época as praias são bombardeadas por todo tipo de degradação. Do aumento do esgoto produzido pelas cidades, devido ao grande número de pessoas que passam suas férias nessas localidades, a contaminação da paisagem por resíduos sólidos.


    Com tudo isso, e se for pensar o papel do surfista frente à preservação do meio ambiente, possivelmente iniciativas pontuais existem em diversas partes do mundo. E no Brasil não é diferente.

    Para celebrar o término do verão, desde 2002 a ONG norte americana que possui sede no Rio de Janeiro, Surf Rider Foundation, iniciou a campanha Valeu Praia que tem como filosofia retribuir “tudo de bom” que a estação mais descontraida do ano traz.

    Entre as formas de saudar final do verão, uma das maneiras encontradas são os mutirões de despoluição, que mobilizam surfistas e demais atores das praias por todo o país.

    Na Baixada Santista / SP as ações – Valeu Praia – acontecem desde 2008, capitaneadas pela ONG Ecosurfi, que trouxe e organiza as atividades na região e têm o papel de enraizar e catalisar princípios socioambientais junto aos surfistas, entendendo todos como protagonista da preservação das praias, mares e oceanos.

    Nesse ano duas cidades participaram da campanha, Itanhaém e Santos, que através da participação de quase 80 voluntários, retiraram juntas aproximadamente 1 tonelada de detritos dos ecossistemas costeiros, abrangendo uma ilha e mais de dois quilômetros de área entre praias e costões rochosos.

    Toda ação foi norteada pelo principio do “cuidar”, e ninguém melhor do que os surfistas para cuidarem das praias, ambiente esse, tido como “segundo” lar desses "Homens do mar", que a cada dia possuem maiores responsabilidade, frente ao desenvolvimento do surfe com compromisso junto ao meio ambiente.

    “Não podemos mais falar de surfe sem falar de meio ambiente”. Essa foi à mensagem transmitida pela Ecosurfi na edição 2009 do Valeu Praia nas praias de São Paulo.

    Aloha

    Para ver a cobertuta pela Rede Globo / TV Tribuna Click Aqui

    Apoio: Restaurante Tia Lena, Santos e Região Convention e Visitors Bureau, Inteligência Ambiental, Santos Offshore International Expo and fair, Ativa Ambiental, NSL Elétrica, Fire Mídia Comunicação, Bola de Neve, Projeto Cine Surf, Escolinha de Surf Feminino de Santos, Gordo Eventos, Zé Renato e Fruto d'Água

    Clipping:
    http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=71997

    http://itanhaem.jornalbaixadasantista.com.br/conteudo/valeu_praia_evento2009.asp

    http://ricosurf.globo.com/NoticiasRicosurf2.asp?id=9066

    http://waves.terra.com.br/novo/layout4.asp?id=35606&sessao=4

    http://camerasurf.uol.com.br/index.php?secao=11¬icia=10192

    http://www.radiocultura.com.br/fm/noticia-9438.htm

    http://carbonozero.blogspot.com/

    http://www.ativaambiental.com.br/cont_detalhe_evento.asp?codigo=240

    http://www.ativaambiental.com.br/cont_detalhe.asp?codigo=243

    http://www.ecobservatorio.blogspot.com/

    http://www.metropoleonline.com.br/layout/layout2.php?cdConteudo=9904&codigo=22

    Fotos Valeu Praia - Itanhaém

    Valeu Praia 2009 / Ecosurfi - SRF / Itanhaém


    Fotos Valeu Praia - Santos

    Valeu Praia 2009 / Ecosurfi - SRF / Santos

    Surf Sustentavél !?

    Escrito: segunda-feira, 23 de março de 2009 by João Malavolta in Marcadores: , ,
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    Por: Luciano Burin

    Parceiros de negócios e veteranos da indústria do surf na Califórnia (EUA), Joey Santley e Steve Cox quebraram um antigo paradigma do mercado de pranchas durante a última feira Action Sports que aconteceu no final de janeiro na cidade de San Diego.

    Com o lançamento da Resurf Recycling e da Green Foam Boards, eles criaram uma revolucionária plataforma para a fabricação de pranchas a base de poliuretano reciclado, tornando realidade a tão sonhada sustentabilidade na cadeia produtiva do principal produto para a prática do esporte.

    A Green Foam é resultado de uma moderna tecnologia que permite reaproveitar os restos de blocos antigos, transformados em um novo bloco de alta qualidade, com as mesmas propriedades de um modelo convencional.

    Assim, com o suporte de um inovador sistema de coleta criado pela Resurf Recycling, os rejeitos tóxicos daquela prancha velha ou quebrada que poderiam ir parar no lixão comum das cidades, sem qualquer tratamento, agora retornam para a cadeia produtiva do surf.

    Como não poderia deixar de ser, a novidade foi bem aceita pela indústria e os blocos de espuma reciclados da Green Foam já estão nas mãos de alguns dos maiores shapers da atualidade, com resultados animadores.

    A proposta de sustentabilidade se reforça com o uso do pó de poliuretano desperdiçado no processo de shape - cerca de 20 % do bloco - agora aproveitados para a fabricação de asfalto e outros usos ainda em estudo.

    Do escritório da Resurf Recycling, onde comanda a missão de limpar a indústria do surf, Joey Santley conta mais detalhes sobre o projeto.

    Quanto tempo levou o desenvolvimento da prancha de surf reciclada?

    Nós idealizamos o conceito da Green Foam no início de 2008 e passamos cerca de um mês pesquisando e desenvolvendo nossa metodologia, que levamos para a Just Foam em Oceanside, na Califórnia.

    Quais foram os principais desafios para viabilizar o projeto?

    O mais difícil foi abrir as portas de alguma fábrica de espuma que dessem ouvidos ao nosso inventivo processo, mesmo porque era amplamente divulgada a idéia de que seria impossível reciclar blocos de espuma de poliuretano para pranchas de surf. Mas a Just Foam abriu as suas portas e mentes para a nossa invenção e o resto é história.

    Como funciona o uso do poliuretano na produção de asfalto?

    Nós temos triturado os restos de material numa empresa chamada Robertson Ready Mix Concrete, onde o poliuretano é reciclado com asfalto usado para pavimentar estradas. Ainda é um trabalho realizado em pequena escala, mas que comprova a eficácia do conceito. No momento estamos trabalhando em um programa piloto para que os administradores dos lixões locais criem uma rota específica, assim a indústria do surf pode realizar o processo em uma escala maior. Uma vez acertados os detalhes, este processo poderá ser replicado em todo o mundo.

    De que outras maneiras os material descartado das pranchas pode ser aproveitado pela indústria?

    Asfaltar estradas e fazer blocos de prancha com poliuretano reciclado são duas possibilidades. Nós estamos buscando novas idéias e apoio financeiro para realizá-las, pois eu e meu parceiro (Steve) temos feito todo o investimento com nossos próprios recursos. O programa de reciclagem da Resurf.org é e continuará a ser um esforço filantrópico, mas esperamos conseguir um apoio de alguma grande empresa com consciência ecológica.

    Como você compararia o custos de fabricação de uma prancha reciclada com o de uma convencional?

    Embora o processo e manejo de uma Green Foam custe um pouco mais que um bloco de poliuretano convencional, nós não estamos penalizando o consumidor por escolher uma alternativa mais amigável ao meio ambiente. Assim, estamos praticando os mesmos preços de um bloco convencional em tamanho e volume. Nossos blocos são produzidos no sistema "cradle to cradle", o que significa que pegamos o material descartado de uma prancha e o recolocamos em um novo bloco exatamente com a mesma construção e qualidade.

    Fale um pouco sobre a receptividade de sua invenção na comunidade e indústria do surf?

    Bom, neste primeiro mês de lançamento já conseguimos colocar o primeiro lote de blocos Green Foam nas mãos de shapers como Al Merrick, Matt Biolos da Lost, Rusty, Timmy Patterson, Cole Simler, Pat Rawson, Doc da Surf Prescriptions, Dev e Wellen. Todos shapearam e finalizaram pranchas com a Green Foam e, embora em alguns casos tenham havido algumas imperfeições que normalmente não deveriam ocorrer, todos abraçaram a idéia desde o início.

    No momento estamos produzindo em ritmo total e os novos blocos não têm apresentado defeito algum. Estamos impressionados com os resultados que alcançamos em tão pouco tempo. Temos sido bem recebidos pelas lojas e elas tem nos dado um feedback positivo, estabelecendo o compromisso de solicitarem aos seus shapers uso da Green Foam.

    Quanto tempo você acha que levará para termos um surfista profissional competindo com uma prancha de espuma reciclada?

    Creio que em poucos meses. Nós já temos atualmente vários surfistas profissionais recebendo pranchas de competição com a Green Foam. Elas poderão ser vistas sob os pés de grandes nomes do esporte muito em breve.

    Existem planos da Green Foam Boards e da Resurf Recycling atuarem em outros países?

    As coisas estão acontecendo de maneira mais acelerada do que poderíamos imaginar e esperamos que o interesse continue a crescer em todo o mundo. Temos confiança de que a maioria dos surfistas possui uma consciência ecológica e que, portanto, farão escolhas sustentáveis quando tiverem a oportunidade.

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