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    Código Florestal é porta de entrada para ruralistas destruírem mais leis

    Escrito: quarta-feira, 27 de abril de 2011 by João Malavolta in Marcadores: , , , , , , , , , ,
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    Os movimentos sociais se opõem às alterações na legislação ambiental brasileira propostas pelo projeto de lei do relator Aldo Rebelo (PCdoB/SP). Veja os dois artigos abaixo:

    por Vinícius Mansur*, do Brasil de Fato

    Especialista analisa momento da luta em torno do Código Florestal, seu valor estratégico para os ruralistas e cobra posição do governo federal.

    Em junho de 2010, a Comissão Especial sobre Mudanças no Código Florestal aprovou o relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Com as eleições batendo à porta, o governo segurou a votação do relatório pelo plenário da Câmara, temendo um desgaste eleitoral – especialmente pelo fator Marina Silva (PV). A então candidata Dilma Rousseff assumiu o compromisso de vetar qualquer mudança que autorizasse novos desmatamentos.

    Passada as eleições, a bancada ruralista tensionou a disputa, aprovou um pedido de urgência e tentou, até a última sessão de 2010, colocar o relatório em votação. Apesar de fracassarem, o debate acerca do Código impactou fortemente as articulações para a presidência da Câmara. O atual presidente da casa Marco Maia (PT-RS), ganhou apoio da forte bancada ruralista prometendo a votação até fevereiro. O difícil consenso dentro do governo e sua base, especialmente entre os ministérios de Meio Ambiente e Agricultura, travaram o avanço da pauta e, como alternativa, Maia criou, em março, uma Câmara de Negociação que, até então, pouco caminhou.

    No dia 5 de abril, entidades do lobby ruralista, infelizes com a demora nos bastidores, financiaram um evento milionário em Brasília, trazendo milhares de pessoas para defender o relatório de Rebelo. Tentaram demonstrar força ao Palácio do Planalto e dar um verniz popular ao projeto. No dia 7 de abril, outra mobilização, esta em oposição ao projeto, convocada por movimentos do campo e ambientalistas, ocupou a Esplanada. Para avaliar o estágio atual da disputa em torno do Código, o Brasil de Fato entrevistou o mestre em Agroecologia pela UFSC e dirigente do MST, Luis Zarref.

    Brasil de Fato – O que esperar dessa Câmara de Negociação?

    Luiz Zarref – A Câmara de Negociação não é regimental, nunca tinha acontecido em nenhuma outra votação da Câmara. Inicialmente tinha uma conjuntura boa, com quatro ruralistas e quatro ambientalistas. Hoje são seis de cada lado e mais dois representantes da liderança do governo e dois da minoria. No início, a Câmara ficou cerca de um mês e meio sem fazer nada. Com a pressão nessas últimas semanas, o governo se movimentou mais e o espaço começou a funcionar. Mas, ainda não se tem claro qual é o papel dessa Câmara. Foram três reuniões e todas só serviram para deliberar sobre o recebimento de notas técnicas. Não se sabe se a Câmara servirá só para listar os pontos divergentes ou se serão feitas emendas ao relatório do Aldo Rebelo.

    O evento milionário organizado pelos ruralistas fez a balançadas negociações pender para o lado deles?

    O tiro saiu pela culatra. Eles queriam trazer essa mobilização e garantir a votação, só que não contavam com a morte do[ex-vice-presidente] José Alencar, que atrasou a pauta em uma semana. Também não contavam que o PT ficaria firme. O Paulo Teixeira [líder do PT na Câmara] disse que o PT não fechará acordo enquanto a proposta do governo não chegar. Já o Marco Maia disse que o texto só entra em votação quando a Câmara de Negociação terminar os trabalhos. Entretanto, mesmo que não tenham alcançado o impacto esperado, o peso que eles jogaram nesta mobilização, a maior que eles já fizeram, demonstra o interesse deles nessa pauta.

    O que explica tamanho interesse?

    Na nossa leitura, o Código é a porta de entrada para os ruralistas iniciarem a destruição das leis agrárias e ambientais, aquilo que lá em 2009 a Abag [Associação Brasileira do Agronegócio] definiu como prioridade: rever todas as leis do setor para garantir “segurança jurídica”. Na realidade, a segurança jurídica significa limpar toda a sujeira que fizeram até agora, passar uma borracha no desmatamento, no uso irregular de agrotóxicos e de transgênicos, entre outras. Além de permitir o avanço da propriedade privada e do lucro dos ruralistas. O Código Florestal tem um apelo muito grande na sociedade urbana. Se eles o destroem, dão uma sinalização de poder muito grande. As outras pautas, que não estão na sociedade, seriam derrubadas com muito mais facilidade. Quem é que vai defender o Estatuto da Terra, a Política Nacional de Meio Ambiente, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, a Lei de Águas, ou Código de Águas, sobre recursos hídricos? Está em jogo uma demarcação na guerra de posição muito importante para eles, porque o Código é uma lei que historicamente eles tentam destruir e ainda não conseguiram.

    O Código Florestal lhe parece uma legislação adequada?

    Ele já é fruto de uma avaliação de algo que não deu certo, o Código de 1934. Ele surge em 1965 e, apesar de aprovado no primeiro ano da ditadura, foi concebido em um ambiente progressista. Uma sociedade que não discutia meio ambiente sem discutir questão agrária. E ele é discutido em cima de uma disputa mundial entre socialismo e capitalismo. Então, havia uma tendência de se discutir a função social da propriedade. O Código criou a figura da Reserva Legal (RL), que não existia em lugar nenhum do mundo e que recentemente criaram no Paraguai. Com a RL, uma parcela da propriedade privada tem que ser destinada ao interesse público. O primeiro artigo do Código Florestal diz que “as florestas são bem de interesse comum da sociedade brasileira”. Ou seja, estão acima dos interesses privados. Poderíamos ter adotado o ambientalismo conservador, que foi adotado depois da década de 70 pela ditadura, que era o modelo dos EUA, do parque Yellowstone. Ou seja, tirar a área da propriedade privada, isolá-la dos seres humanos e pronto. Porém, nosso Código traz para dentro da propriedade privada uma imposição da sociedade brasileira: uma parcela daquela propriedade deve ser utilizada sustentavelmente. Ele já colocava o conceito sustentável, um discurso bem avançado para época.

    De que maneira as mudanças propostas por Aldo Rebelo prejudicam a agricultura de menor porte e beneficiam o agronegócio?

    O agronegócio artificializa o meio ambiente. Ele mexe com a terra toda, usa o pacote da revolução verde, degrada e depois de 10 anos vai embora para outra região. Não é à toa que agora estamos vendo a expansão da fronteira agrícola no Maranhão, Piauí e Tocantins, um pouco da Bahia também. Destruíram as terras do Sul, destruíram as terras na região Centro-Oeste e na fronteira com a Amazônia e agora estão indo para esta outra área que se estima ter 30 a 40 milhões de hectares. O agronegócio tem essa relação ecossistêmica de destruição. A agricultura camponesa não. Se você tira a RL dessas propriedades, diminui-se a Área de Preservação Permanente (APP), se você não trabalha com a recuperação dessas áreas, no médio prazo, esses agricultores terão suas terras inviabilizadas. A RL é interessante naquele microclima, naquele microespaço, porque ela impacta na polinização de várias culturas, impacta sobre predadores naturais, então veremos um aumento dos índices de pragas, ela impacta na adubação da terra, impacta no fornecimento de água, muda o clima daquele espaço, impacta no agricultor que terá que comprar madeira para qualquer coisa que queira fazer.

    O relatório do Aldo não aponta para o centro da questão: o problema não é a lei, mas a falta de regulamentação e implementação por parte do Estado brasileiro. Se você for ao campo, verá que os agricultores têm o seu pedaço de floresta. Dali ele tira as plantas medicinais, as ferramentas, os palanques para os galpões, ele gosta de ver aquilo. O que ele não gosta é da polícia ambiental ir fazer repressão. Faltam recursos para o agricultor recuperar as áreas que ele tem de passivo. E mesmo que o projeto do Aldo libere propriedades com menos de quatro módulos fiscais das RLs, as APPs terão que ser recuperadas. De onde que ele vai tirar esse dinheiro? Não tem nada no relatório prevendo isso.

    E o que explica a adesão de entidades da agricultura familiar a este projeto?

    A Contag está indo para o discurso imediato, reacionário, que só leva ao fracasso da agricultura familiar, um desserviço histórico. Para a agricultura familiar, a solução é de longo prazo. Porque é quem tem relação com a terra. Para o agronegócio há solução imediata, porque daqui a dez anos, eles fazem um tratoraço e vem limpar as lambanças deles de novo. A agricultura familiar não, mesmo que se mude a lei, as terras vão ficar inviabilizadas. A Contag renegou o debate político com a sua base. Preferiu se submeter a pressão do imediatismo. Há também uma disputa interna na Contag, entre as federações que tem ligação com PT e CUT e federações que tem ligação com o PCdoB e CTB. Então, muito provavelmente houve uma ingerência do PCdoB dentro da Contag para pressioná-los. O pior é que nem emendas ao relatório fizeram, basicamente aderiram, sem enfrentamentos com o agronegócio.

    Reforçaram a polarização benéfica aos ruralistas dos produtores versus ambientalistas?

    Isso. Essa posição deles é funcional ao agronegócio. Diferente da década de 80 e 90, nessa primeira década do século XXI há a hegemonia do agronegócio, que conseguiu passar por propaganda que é ele quem produz para o Brasil. E nessa disputa do Código, eles usaram dessa imagem para dizer que quem quer as mudanças são os verdadeiros produtores, quem não quer são os ambientalistas, que ganham muito bem e não tem nada a ver com quem produz no campo. E a mídia comprou muito isso. Porque os movimentos sociais como a Fetraf, o MST, o MPA, a Via Campesina e outros vêm discutindo o tema, mas suas posições não ganham a mesma reverberação. Não aparece que os pequenos agricultores estão de um lado e os grandes de outro, que nós somos produtores e temos uma posição diferente. Somente produtores versus ambientalistas.

    Quais os próximos passos dessa luta?

    Intensificar o debate na sociedade e pressionar o governo para tirar uma posição que altere a correlação de forças. O indicativo do presidente da Câmara é que a votação vá para maio, depois de finalizado os trabalhos da Câmara de Negociação. Mas dificilmente haverá votação sem indicação clara do governo.

    *De Brasília (DF).
    **Publicado originalmente no site do Brasil de Fato.


    Via Campesina: relatório de Aldo não tem apoio da pequena agricultura
    25 de abril de 2011

    Manifestação da Via Campesina, ao lado de movimentos sociais e sindicais do campo e organizações ambientalistas, contra alteração do Código Florestal, no dia 7 de abril


    Da Página do MST

    O deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator do projeto de reforma do Código Florestal, afirmou que o governo propõe o “extermínio" da agricultura familiar ao pedir que os pequenos produtores tenham área de reserva legal dentro de suas propriedades.

    A declaração foi dada em entrevista ao portal G1, divulgada na quinta-feira.

    Luiz Zarref, dirigente da Via Campesina Brasil, rebate a declaração do deputado, que utiliza a agricultura familiar como uma nuvem de fumaça para dar legitimidade ao seu projeto de flexibilização do Código Florestal.

    “É absurda a ideia de retirar a Reserva Legal das propriedades camponesas. Nenhum movimento agrário pediu isso. Nem mesmo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agriculturag (Contag), que está bastante próxima do deputado Aldo Rebelo, defendeu isso em suas propostas iniciais de alteração do Código”, afirma Zarref.

    A Via Campesina Brasil congrega o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Associação Brasileira dos Estudante de Engenharia Florestal (Abeef), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais.

    Abaixo, leia os comentários de Zarref à entrevista concedida por Aldo Rebelo ao G1.

    Pequena agricultura defende Reserva Legal

    É absurda a ideia de retirar a Reserva Legal das propriedades camponesas. Nenhum movimento agrário pediu isso. Nem mesmo a Contag, que está bastante próxima do deputado Aldo Rebelo, defendeu isso em suas propostas iniciais de alteração do Código (no Grito da Terra de 2009). Ele fez essa brutalidade em seu relatório apenas para cooptar as bases, oferecendo uma resposta fácil.

    No entanto, o estudo feito pela maior referencia da academia brasileira, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, deixa claro o que a Via Campesina já vem dizendo: as Reservas Legais aumentam a produtividade agrícola. Elas garantem a polinização das culturas plantadas, são refúgio para predadores naturais das pragas agrícolas, colaboram na adubação das unidades produtivas e garantem os corpos d'àgua, juntamente com as APPs.

    Interesses internacionais

    O Código Florestal é uma lei que defende os interesses nacionais e da sociedade brasileira, por isso o Estado historicamente garantiu uma repressão acima do descrito na lei, para jogar o povo contra a lei. Ele, como suposto comunista, deveria saber que a polícia não respeita a lei, mas sim os interesses repressores das elites. Mas o problema não é a lei, é a política do Estado brasileiro, que privilegia os grandes latifúndios e deixa para os pequenos o rigor das concepções ambientalistas conservacionistas, que não estão previstos na lei.

    A entrevista do Aldo deixa evidente a nova trincheira que ele ocupa: a do agronegócio. Acusa a agricultura camponesa de ser ilegal, enquanto o latifúndio, histórico desmatador, é defendido como legalizado. Ataca o MST e defende os interesses das transnacionais, que hoje dominam a agricultura brasileira. Aldo critica as organizações sociais europeias e não faz nenhuma menção às grandes multinacionais da agricultura, que apoiam seu relatório.

    As empresas de agrotóxicos, a maioria europeias como a Bayer, Basf e Syngenta, transformaram o país no maior consumidor de venenos agrícolas do mundo, sem alterar proporcionalmente a produção brasileira. Ele usa isso para confundir a sociedade, uma vez que a grande mídia está a seu favor. Especificamente, existem vários desvios graves na sua entrevista.

    Quem defende o relatório do Aldo

    Os maiores beneficiários são os latifundiários. Um indicativo é que 15 deputados serão diretamente beneficiados, todos eles ligados a bancada ruralista, incluindo nomes "de peso" como Paulo César Quartieiro (DEM) e Sandro Mabel (GO).

    A agricultura familiar está apoiando a implementação da legislação prevista no Código Florestal, com a criação de um programa nacional de regularização ambiental em nível federal, enquanto o Aldo defende programas municipais e estaduais, sujeitos aos interesses da politicagem local.

    Já está mais do que evidente que o deputado e suas propostas não tem apoio da agricultura familiar e camponesa. Nem mesmo a Contag - que é a confederação dessas entidades citadas por Aldo - tem saído em público para defender o relatório do deputado. Continuar a defender isso é mais uma prova do jogo sujo e dos interesses escusos do deputado.

    Função social da propriedade

    O ataque de Aldo ao instituto Reserva Legal é a prova cabal de que o deputado Aldo Rebelo abandonou o comunismo. A RL é um dos cernes da função social da propriedade. É uma inovação progressista, garantida pelos setores mais avançados da sociedade brasileira às vésperas do golpe militar. A RL garante que, independente dos interesses privados, do lucro, cada propriedade deve ter uma parcela destinada ao uso sustentável, já que as florestas são interesse de bem comum à toda sociedade brasileira. Ou seja, o deputado Aldo defende o império da propriedade privada, o mesmo discurso das elites agrárias e seus representes, desde a UDR até a CNA.

    Quem mais preserva

    A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, realizou pesquisa em supercomputadores e concluiu que 57% das APPs estão preservadas, ou seja, 59 milhões de hectares. Olhando o mapa gerado, comparando com o IBGE, fica bastante evidente que as aglomerações de agricultura camponesa e povos originários é onde se encontra as áreas com maior taxa de preservação.

    Nós já defendemos o cálculo da APP como Reserva Legal. Isso já era permitido pelo atual Código, exclusivamente para a agricultura familiar. O difícil é o cumprimento disso por parte dos órgãos estaduais de meio ambiente, que normalmente são preservacionistas radicais. Mas não é nenhuma novidade o que o Aldo está trazendo.

    Políticas públicas

    Todo agricultor camponês tem seu pedaço de mata, pois usa para tirar remédios naturais, como fonte de lenha, de madeira para instrumentos e construções. Se existir uma política concreta, que possibilite o extrativismo dessas áreas, já está mais do que comprovado que essa área pode também ser uma importante fonte de renda diversificada para as famílias. A RL só não tem utilidade na lógica do agronegócio, que quer passar trator em tudo, jogar veneno em todas as áreas, transformar tudo em deserto verde e monocultura.

    Recomposição fora da propriedade

    É inaceitável a proposta de recompor ela em qualquer parte do mesmo bioma. O impacto agrário dessa medida será gigantesco. Latifúndios de São Paulo poderão comprar áreas no Paraná ou no Pernambuco, dizendo que estão recompondo suas RLs. Já é possível prever duas situações muito graves: as áreas da agricultura camponesa, normalmente mais baratas, sofrerão um grande aliciamento para serem vendidas e transformadas em RLs. Veremos uma nova expulsão em massa de camponeses. A outra é que latifúndios improdutivos poderão ser considerados como áreas de RL em recuperação, o que impedirá o processo de reforma agrária em várias regiões.


    A ciência também é contrária às mudanças no Código Florestal propostas pela Bancada Ruralista no Congresso Nacional. Clique neste link para ver o documento completo assinado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciência (ABC). Abaixo, veja alguns dos pontos principais:

    - Nos últimos anos, a tendência da agropecuária brasileira tem sido de crescimento sistemático da produção, principalmente em decorrência de ganhos constantes de produtividade. Assim, de 1975 a 2010, a área usada para grãos aumentou em 45,6%, mas a produção cresceu 268%, ou seja, quase seis vezes mais que a área plantada. Embora também tenham sido registrados recentemente ganhos de produtividade na pecuária, a taxa de lotação das pastagens na pecuária extensiva ainda é baixa, com cerca de 1,1 cabeça/ha, conforme o Censo Agropecuário de 2006. Um pequeno investimento tecnológico, especialmente nas áreas com taxas de lotação inferiores a meia cabeça por hectare, pode ampliar essa capacidade, liberando terras para outras atividades produtivas e evitando novos desmatamentos. O ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) prevê que o crescimento da produção agrícola no Brasil continuará ocorrendo com base no ganho de produtividade, com maior acréscimo na produção do que na área ocupada. Parte dos ganhos de produtividade alcançados pelo agronegócio tem sido repassada em benefício de diversos segmentos da sociedade, com a queda de preços relativos do produto agrícola e o aumento da produção. Alguns estudos apontam que, de 1975 a 2008, o montante repassado foi da ordem de R$ 837 bilhões.

    - Há necessidade de medidas urgentes dos tomadores de decisão para reverter o estágio atual de degradação ambiental. Para estancar esse quadro, as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs) deveriam ser consideradas como parte fundamental do planejamento agrícola conservacionista das propriedades. A percepção das RLs e das APPs como uma oportunidade deve ser acompanhada de políticas de Estado de apoio à agricultura que simplifiquem e facilitem os trâmites burocráticos. Para concretizar essa proposta, é indispensável uma articulação entre os órgãos federais, estaduais e municipais para a implementação da legislação ambiental, que não pode ficar sob a responsabilidade exclusiva do proprietário ou do possuidor rural. Os estados e os municípios desempenham papel importante na estruturação dos órgãos responsáveis pela regularização das RLs e APPs.

    - A eficiência dessas faixas de vegetação remanescentes depende de vários fatores, entre eles a largura e o estado de conservação da vegetação preservada e o tipo de serviço ecossistêmico considerado, incluindo-se, na sua avaliação, o papel das áreas ribeirinhas na conservação da biodiversidade. Um ganho marginal para os proprietários das terras na redução da vegetação nessas áreas pode resultar num gigantesco ônus para a sociedade como um todo, especialmente, para a população urbana que mora naquela bacia ou região. Mesmo com toda a evolução do conhecimento científico e tecnológico, os custos para restaurar as áreas mais degradadas são ainda muito elevados, especialmente no caso das várzeas. Além do mais, nem todos os serviços ecossistêmicos são plenamente recuperados.

    - A Reserva Legal tem funções ambientais e características biológicas distintas das APPs em termos da composição e estrutura de sua biota. Na Amazônia, a redução das RLs diminuiria a cobertura florestal para níveis que comprometeriam a continuidade física da floresta devido a prováveis alterações climáticas. Portanto, a redução de RLs aumentaria significativamente o risco de extinção de espécies e comprometeria a efetividade dessas áreas como ecossistemas funcionais e seus serviços ecossistêmicos e ambientais.

    Ecosurfi e CBH/BS realizam a 5° Caminhada Metropolitana da Água

    Escrito: quinta-feira, 18 de março de 2010 by João Malavolta in Marcadores: , , , , ,
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    Encontro deve reunir no próximo dia 22 em Peruíbe mais de 4 mil alunos de todas as cidades da Baixada Santista no Dia Mundial da Água

    Por Comunicação Ecosurfi

    Terminando as comemorações da Semana da Água o Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, através da sua Comissão Especial de Educação Ambiental e Divulgação, Prefeitura de Peruíbe, em conjunto com a Ecosurfi, realizam a maior mobilização da região pela proteção e preservação dos Recursos Hídricos.

    Jovens mobilizados pela proteção da água (foto arquivo)
    Realizada desde 2006, a já tradicional “marcha da água” reúne milhares de jovens das escolas públicas e particulares dos 09 municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista e encerra a Semana Metropolitana da Água no próximo dia 22 (segunda-feira). A cada ano a caminhada é realizada em uma cidade diferente e tem a proposta de, no Dia Mundial da Água, divulgar na Baixada Santista os trabalhos desenvolvidos pelo CBH/BS.

    Durante a caminhada os alunos percorrerão cerca de 1,2 km levando bandeiras, faixas e cartazes que pedem pela proteção do principal recurso mineral do Planeta, a Água.

    Escolas durante a caminhada (foto arquivo)
    Neste ano a caminhada tem seu ponto de concentração no CIT (Centro de Informações Turísticas de Peruibe) na Av. Governador Mário Covas s/n° - Praça Melvin Jones, à partir das 08hs.

    Mapa da Caminhada
    Sobre o Dia Mundial da Água

    O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

    Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

    No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia no link abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

    Conheça a Declaração Universal dos Direitos da Água

    A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

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    Representantes da sociedade civil e autoridades marcam presença na Câmara Municipal de Peruíbe

    Por Comunicação Ecosurfi

    A Sessão Solene que deu início as atividades da 8° Semana Metropolitana da Água na Baixada Santista promoveu o encontro de autoridades do poder público, membros de organizações da sociedade civil da região e da população da cidade de Peruíbe/SP.

    Mesa composta pelas autoridades
    Cerca de 150 pessoas foram recebidas pelo Coral dos Funcionários Públicos de Peruíbe que alegrou a noite nas dependências da Câmara Municipal da cidade.

    A mesa de abertura foi composta pelo Secretário Executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, o engenheiro José Luiz Gava, o Coordenador da Comissão Especial de Educação Ambiental e Divulgação do CBH/BS, Francisco Gomes Costa Neto, o comandante e Sub-tenente do Exército Brasileiro Oliveira, representando a Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Ana Luiza Serra e a Prefeita Municipal de Peruíbe, Milena Bargieri.

    Público participante
    Também estavam presentes secretários municipais das cidades da região, vereadores e educadores e educadoras das escolas que participarão do projeto Rio do Nosso Bairro.

    O cerimonial de abertura foi conduzido e preparado por dois jovens de 15 anos que fazem parte do projeto Ecogalera da Ecosurfi, que desenvolve atividades voltadas para o protagonismo juvenil frente ao desafio da sustentabilidade planetária.

    Educação na gestão dos Recursos Hídricos

    A programação também permitiu a realização da palestra sobre Educação Ambiental na gestão das águas. A explanação sobre o tema foi proferida pela Educadora Socioambiental da ONG 5 Elementos Camila Mello, que falou com muita propriedade sobre projetos políticos pedagógicos em educação para água, citando exemplos bem sucedidos no interior do estado, em outras Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRH).

    Educadora Camila Mello
    Em seguida foi apresentado por Bruno Pinheiro, o projeto Rio do Nosso Bairro da Ecosurfi, que nesse ano incorporou a 8° Semana Metropolitana da Água e a 5° Caminhada da Água.


    As ações do projeto Rio do Nosso Bairro vão integrar as 09 cidades da Região da Metropolitana da Baixada Santista (Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga) por meio da produção de Mapas Verdes que diagnosticará a realidade socioambiental das comunidades que as escolas estão inseridas.

    Bruno Pinheiro explanando sobro projeto Rio do Nosso Bairro
    No total participarão quatro escolas por município, totalizando 36 estabelecimentos de ensino, que ao longo de 2010 que trabalharão durante 08 oficinas com temas como: Educação Ambiental, Saneamento Básico, Educomunicação e Redes.

    São as escolas:

    Peruibe
    EM José Roberto Preto
    EM José Veneza Monteiro
    EE Padre Vitalino Bernini
    EE Maya Alice Ekman

    Itanhaém
    EM Dalva Dati Ruivo
    EM José Teixeira Rosas
    EM Mª Aparecida Amêndola Soares
    EE Mª da Conceição Luz

    Mongaguá
    EMEF Vera Cruz
    EMEF José Cesário Pereira Filho
    EMEF Balneário Regina Maria
    EMEF Vereador José Carlos de Freitas

    Praia Grande (Aguardando informações)

    São Vicente
    EM José Meirelles
    EM Matteo Bei
    EM Mário Covas
    EM Pastor Joaquim Rodrigues da Silva

    Santos
    UME Ayrton Senna da Silva
    UME Oswaldo Justo
    UME Lourdes Ortiz
    UME dos Andradas

    Guarujá
    EM 1º de Maio
    EM Profª Dirce Valério Gracia
    EE Francisco Figueiredo
    EE Lucimar de Jesus Vicente

    Bertioga
    EMEF Dino Bueno
    EMEF Jardim Vista Linda
    EMEIF Del Phino
    EMEIF Guaratuba

    Cubatão
    UME Padre José de Anchieta
    UME Dr. Ulysses Silveira Guimarães
    UME Prof. Dr. Luiz Pieruzzi Netto
    UME Bernardo José Maria de Lorena

    A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

    Peruíbe recebe a 8ª Semana Metropolitana da Água

    Escrito: quinta-feira, 11 de março de 2010 by João Malavolta in Marcadores: , , , , , ,
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    Já tradicional na região, Campanha este ano debate a participação das escolas na gestão das águas; em seguida 36 escolas desenvolverão projetos de mapeamento de microbacias

    Por Comunicação Ecosurfi

    Dona da maior disponibilidade hídrica do estado de São Paulo, a Baixada Santista receberá a partir da próxima segunda-feira a VIII Semana Metropolitana da Água, que sempre traz o lema “A Ordem é Água Limpa”. As atividades começarão dia 15 de março, às 19h, na Câmara Municipal de Peruíbe, com a Solenidade de Abertura.

    Na ocasião acontecerá a abertura oficial da Semana da Água, o lançamento do projeto da Ecosurfi - Rio do Nosso Bairro - Escolas Cuidando da Água, a apresentação das 36 escolas inscritas no projeto e uma palestra sobre Educação Ambiental na Gestão das Águas. Participarão autoridades da região e do município de Peruíbe e representantes das Secretarias Municipais de Educação e da Diretoria Regional de Ensino.

    A prefeita de Peruíbe, Milena Bargieri, o presidente do CBH-BS (Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista) e prefeito de São Vicente, Tércio Garcia, e o Secretário de Meio Ambiente de Santos, Fábio Nunes, são presenças confirmadas. O evento contará também com a presença de um representante da Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

    Já o encerramento acontecerá dia 22 de março, Dia Mundial da Água, quando cerca de 4 mil alunos e alunas de escolas públicas dos nove municípios da Baixada Santista se reunirão em Peruíbe para uma das maiores mobilizações da região, a 5ª Caminhada Metropolitana da Água. Serão ao todo três ônibus de cada cidade da região, além dos alunos de toda a rede municipal e estadual de Peruíbe. Entre os dias 15 e 22, todas as escolas que participarão da Caminhada vão trabalhar a temática com os alunos e elaborar materiais para a campanha.

    A VIII Semana da Água dá início a um processo que envolve 4 escolas de cada município para o desenvolvimento de mapeamentos de microbacias, atrelados a atividades formativas de professores. Este processo termina no final do ano, com a realização da I Conferência Metropolitana de Escolas Cuidando das Águas da Baixada Santista e com a publicação de um livro com as experiências das escolas.

    A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

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    (13) 3426-8138

    Lula defende preservação de Kyoto e cobra compromissos dos países ricos

    Escrito: quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: , , ,
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    (Por: Paula Laboissière, da Agência Brasil)

    Durante discurso na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesa quinta-feira (17/12) a preservação do Protocolo de Kyoto e cobrou que países ricos assumam compromissos para um acordo em Copenhague (Dinamarca).
    “Aqui em Copenhague não há lugar para conformismo. Os países desenvolvidos devem assumir metas ambiciosas de redução de emissões à altura de suas responsabilidades históricas e do desafio que enfrentamos”, disse.

    “A hora de agir é essa. O veredicto da história não poupará os que faltarem com suas responsabilidades neste momento”, acrescentou. Lula lamentou que os países com menos responsabilidades pelas emissões de gases de efeito estufa sejam as principais vítimas das alterações climáticas.

    Ele lembrou que o Protocolo de Kyoto estabelece a obrigatoriedade de financiamento aos países pobres e em desenvolvimento para a execução de projetos na área. Segundo o presidente, será muito difícil reforçar a capacidade de adaptação de nações mais vulneráveis sem um fluxo financeiro como “forte componente”.

    “Mecanismos de mercado podem ser muito úteis, mas nunca terão a magnitude ou a previsibilidade que realmente queremos”, afirmou o presidente. “Essa conferência não é um jogo em que se podem esconder cartas na manga. Se ficarmos à espera do lance de nossos parceiros, podemos descobrir que é tarde demais. Todos seremos perdedores”, completou. Ele destacou que “a fragilidade de alguns não pode servir de pretexto para o recuo de outros”.

    Segundo o presidente, não é “politicamente racional” ou “moralmente justificável” que países ricos coloquem interesses corporativos e setoriais acima do bem comum da humanidade.

    Lula comenta proposta franco-brasileira para COP



    Por falta de quorum, comissão suspende votação de projeto que anistia desmatadores

    Escrito: domingo, 8 de novembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: ,
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    A votação da proposta que prevê anistia aos responsáveis pelo desmatamento de aproximadamente 34 milhões de hectares na Amazônia foi suspensa nesta quarta-feira (4) por falta de quorum. Cerca de 20 minutos após o horário marcado para o início da reunião, o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Roberto Rocha (PSDB-MA), suspendeu a sessão. Apenas nove parlamentares haviam assinado a lista de presença.

    O deputado disse que a suspensão foi uma estratégia para ganhar tempo e diminuir as divergências entre ruralistas e ambientalistas. Na última quarta-feira (28), também houve uma tentativa de votação do projeto, que, no entanto, foi suspensa após obstrução da oposição e manifestação da organização não governamental Greenpeace.

    “Retiramos o projeto de pauta para distender um pouco, buscar um ponto de consenso. Temos que trabalhar alguns pontos que estão muito nervosos e efetivamente apresentar ao plenário algo que seja minimamente convergente”, disse Rocha.

    A proposta que seria analisada é um substitutivo ao Projeto de Lei nº 6.424/05, conhecido como Floresta Zero. O relator da proposta na Câmara, deputado Marcos Montes (DEM-MG), incluiu no texto a possibilidade de consolidação de áreas desmatadas até 31 de julho de 2006, dispensando os proprietários da obrigação de recompor a reserva legal. Além disso, o substitutivo prevê outras mudanças na legislação, o que, segundo ambientalistas, é uma tentativa de modificar o Código Florestal fora da comissão especial criada para essa finalidade.

    Ambientalistas comemoraram a falta de quórum na reunião desta quarta. O deputado Sarney Filho (PV-MA) disse que a suspensão da votação indica que “o assunto morreu” e que o projeto não deve mais ser votado. “Não há condições políticas para votar isso. Temos agora que concentrar esforços na comissão especial para que não haja retrocesso.”

    O coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace, Nilo D'Ávila, classificou a suspensão de “ato de lucidez” do presidente da Comissão de Meio Ambiente. “Esse projeto é um golpe. Esperamos uma discussão séria, mas sem falar em anistia. É um projeto que não deveria nem ter nascido, era ruim e ficou pior ainda”.

    O presidente da comissão, Roberto Rocha, disse que pretende construir acordo para colocar o texto em votação ainda este mês. (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)

    ambientebrasil.com.br

    Minc "batendo" ou "apanhando"? - Dessa vez tomara que ele vença!!!

    Escrito: segunda-feira, 1 de junho de 2009 by João Malavolta in Marcadores:
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    A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, levará à Comissão de Ética do governo federal denúncia pública contra o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. 


    A informação consta de uma nota publicada no site da instituição na quinta-feira (28) e que repudia a tentativa do ministro, segundo a CNA, de desqualificar os produtores rurais. Na quarta-feira (27), durante audiência pública do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a comissão especial sobre a crise financeira na agricultura da Câmara aprovou a convocação do ministro Minc, para que participe da próxima reunião, no início de junho. 

    A solicitação partiu do deputado federal Marcos Montes (DEM-MG), que leu para os presentes uma notícia vinculada momentos antes, segundo ele, pela "Rádio CBN". "Ele chegou a chamar os pequenos e médios produtores de vigaristas", disse, exaltado.

    A presidente da CNA considerou o ato do ministro "inaceitável". "Um funcionário público, que usa o posto que lhe foi confiado pelo Presidente da República para desconstruir toda e qualquer ponte em direção ao diálogo com a classe produtiva, deve responder pelos seus atos em todas as instâncias", diz a nota. "A construção de um Brasil ecologicamente responsável está sendo buscada pelo consenso. Ofensas e palavrões são intoleráveis", continua.

    O documento argumenta ainda que os produtores rurais reafirmam ao País o compromisso com a preservação ambiental e com a manutenção da produção de alimentos. "O que não se admite, e não se pode admitir, é que o ministro do Meio Ambiente tente camuflar a solerte intenção de 
    estabelecer o confronto no setor rural brasileiro, mostrando-se desqualificado para o cargo que ocupa." 

    (Fonte: Estadão Online/ Ambientebrasil)

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