Quando descobrimos que a nossa atitude encoraja a ação positiva em outras pessoas e isso por sua vez motiva Outras, começamos acreditar que podemos mudar o mundo. (JM)
Lo que tienes?
Escrito: quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 by João Malavolta in Marcadores: Mundanças Ambientais GlobaisTorne Verde o seu Mundo (Green Your World)
Escrito: segunda-feira, 2 de agosto de 2010 by João Malavolta in Marcadores: Inovação, Mundanças Ambientais Globais, Para pensar, Ponto ORG, SustentabilidadeAceite o desafio ainda hoje; mostre seu comprometimento com o Meio Ambiente
Entre todos participantes, o resultado global foi o seguinte:
· 36% escolheram o item “Cada Gotinha Conta”, sobre redução do consumo diário doméstico de água;
· 24% optaram por “Reflorestar sua Comunidade”, plantando uma árvore;
· 18% comprometeram-se com o desafio de tirar da tomada os “Vampiros da Energia”, desconectando os aparelhos eletrônicos que estavam em stand-by.
· 13% decidiram adotar lâmpadas de energia eficientes, substituindo lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas (CFLs) ou lâmpadas com diodos emissores de luz (LED); e
· 9% reciclaram seus aparelhos eletrônicos antigos optando pelo item “Seja um Herói do e-Lixo”.
Os resultados, por país, mostram o percentual de participantes que aderiram ao desafio: Tailândia (27%), Líbano(22%), Estados Unidos (15%), Peru (10%), Índia (8%), Filipinas (2%) e Brasil (2%). É possível encontrar o resultado completo por país e por desafio, em www.ieeegreenyourworld.org/results.html .
Você pode ainda escolher um desafio e mostrar seu comprometimento com estas causas ambientais no IEEE Green Your World Challenge, seguir os resultados no Twitter (@IEEEorg), juntar-se a mais de 350 fãs de todo o mundo na página oficial do Facebook do IEEE Green Your World.
O IEEE, maior associação mundial de técnicos profissionais, dedica-se ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade. Por meio de suas publicações, utilizadas amplamente como referência, conferências, normas tecnológicas e atividades profissionais e educacionais, o IEEE é a voz confiável em várias áreas, que vão desde sistemas aeroespaciais, computadores e telecomunicações à engenharia biomédica, energia elétrica e eletrônica de consumo. Saiba mais em http://www.ieee.org
Lula defende preservação de Kyoto e cobra compromissos dos países ricos
Escrito: quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: COP 15, Mundanças Ambientais Globais, Ponto GOV, Sustentabilidade
Durante discurso na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesa quinta-feira (17/12) a preservação do Protocolo de Kyoto e cobrou que países ricos assumam compromissos para um acordo em Copenhague (Dinamarca).
“Aqui em Copenhague não há lugar para conformismo. Os países desenvolvidos devem assumir metas ambiciosas de redução de emissões à altura de suas responsabilidades históricas e do desafio que enfrentamos”, disse.
“A hora de agir é essa. O veredicto da história não poupará os que faltarem com suas responsabilidades neste momento”, acrescentou. Lula lamentou que os países com menos responsabilidades pelas emissões de gases de efeito estufa sejam as principais vítimas das alterações climáticas.
Ele lembrou que o Protocolo de Kyoto estabelece a obrigatoriedade de financiamento aos países pobres e em desenvolvimento para a execução de projetos na área. Segundo o presidente, será muito difícil reforçar a capacidade de adaptação de nações mais vulneráveis sem um fluxo financeiro como “forte componente”.
“Mecanismos de mercado podem ser muito úteis, mas nunca terão a magnitude ou a previsibilidade que realmente queremos”, afirmou o presidente. “Essa conferência não é um jogo em que se podem esconder cartas na manga. Se ficarmos à espera do lance de nossos parceiros, podemos descobrir que é tarde demais. Todos seremos perdedores”, completou. Ele destacou que “a fragilidade de alguns não pode servir de pretexto para o recuo de outros”.
Segundo o presidente, não é “politicamente racional” ou “moralmente justificável” que países ricos coloquem interesses corporativos e setoriais acima do bem comum da humanidade.
Lula comenta proposta franco-brasileira para COP
RT/:/ O Eco - Acesso restrito na COP 15
Escrito: quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: COP 15, Mundanças Ambientais Globais, Ponto ORG, Sustentabilidade
(Por: Cristiane Prizibisczki / O Eco)
Somente ontem, primeiro dia da segunda etapa das negociações, quando ministros e chefes de estado decidem se aceitam os termos do novo acordo, foram feitas 3,5 mil credenciamentos. Para minimizar a confusão entre os participantes que já têm credencial e os novos credenciamentos, a organização criou um sistema de cotas para entidades não-governamentais.
A partir desta terça, as ONGs que quiserem entrar no Bella Center terão de apresentar um crachá adicional, distribuído pela organização. O problema é que a cota de cada grupo é bem menor do que o número de participantes. Quinta-feira, somente mil representantes de organizações não-governamentais terão entrada permitida. Na sexta, o número cairá para apenas 90 pessoas. A decisão foi tomada para que os delegados e chefes de estado possam se “concentrar” nas negociações.
Durante coletiva de imprensa na manhã de hoje, o secretário-geral da Convenção do Clima, Yvo de Boer assumiu a culpa pelas longas filas e garantiu que tem feito o possível para resolver o problema. “Não podemos colocar um pé número 12 num sapato número 6. Nós poderíamos ter parado o registro depois que atingimos 15 mil pessoas, mas tem gente que vem numa primeira semana, outros na segunda semana, etc. Estou fazendo esforço com o setor de segurança para colocar as pessoas para dentro o mais rápido possível, dando prioridade para as delegações, para que tenhamos a discussão resolvida no final da semana”, disse o secretário da Convenção do Clima.
Países em desenvolvimento abandonam grupos de negociação em Copenhague
Escrito: segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: Bandeira Verde, Consciencia, COP 15, Mundanças Ambientais Globais, Para pensar, SustentabilidadeOs países africanos, apoiados pelos outros países em desenvolvimento, suspenderam a participação nesta segunda-feira (14) em vários grupos de negociação na conferência sobre mudanças climáticas de Copenhague, informaram um ministro ocidental e uma ONG.
Os países africanos acusaram as nações ricas hoje de tentarem "matar" o Protocolo de Kyoto para a redução da emissão de gases do efeito estufa, no que é a maior divisão desde o início da conferência, há quatro dias.
Os países desenvolvidos estão tentando enfraquecer as discussões com as 192 nações, disse Kamel Djemouai, um membro da delegação argelina que lidera o grupo africano em Copenhague. Ele disse que o plano das nações ricas "significa que nós iremos aceitar a morte do único instrumento legalmente reunido que existe agora", referindo-se ao Protocolo de Kyoto. Outro delegado africano ouvido pela agência de notícias AP também disse que os ricos querem "matar Kyoto".
"A África soou o sinal de alerta para evitar que o trem descarrile ao fim desta semana. Os países pobres querem um resultado que garanta importantes reduções das emissões. Os países ricos, no entanto, estão tentando atrasar as discussões sobre o único mecanismo que dispomos para isto, o Protocolo de Kyoto", afirmou Jeremy Hobbs, diretor executivo da ONG Oxfam International.
"Isso é uma retirada por conta dos processos e formas, não uma retirada por causa da substância, e isso é lamentável", disse a ministra australiana da Mudança Climática, Penny Wong.
As nações em desenvolvimento querem estender a existência do Protocolo de Kyoto, que obriga os países ricos, exceto os EUA, a cortar as missões dos gases de efeito estufa até 2012, e trabalhar em separado em um novo acordo para os países em desenvolvimento.
Mas muitos países ricos querem fundir o protocolo de 1997 com um novo e único acordo com obrigações para todas as nações, como parte de uma investida contra o aquecimento global.
O ministro dinamarquês Connie Hedegaard, que preside o encontro, planeja encontrar com os ministros do Meio Ambiente nesta segunda-feira (14) para tentar desbloquear o diálogo em pontos chaves, como a profundidade nos cortes de emissão de gases do efeito estufa pelos países desenvolvidos até 2020 e o montante de dinheiro destinado para ajudar os países pobres.
A maioria dos países desenvolvidos é favorável a um documento único porque os EUA, o número dois em emissão de gases do efeito estufa depois da China, estão fora do Protocolo de Kyoto. Eles temem assinar um novo Kyoto enquanto Washington fique de fora, com um regime menos restrito, junto com as maiores nações em desenvolvimento.
* Com informações da AFP, Reuters e AP
Fracasso em Copenhague custará US$ 500 bilhões ao ano
Escrito: quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: Bandeira Verde, COP 15, Ecobservatório, Mundanças Ambientais Globais, Sustentabilidade| (Fonte: Folha Online ) | |||||
| O fracasso da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15), em Copenhague, custaria US$ 500 bilhões ao ano à economia mundial, afirmou o diretor da Agência Internacional da Energia (AIE), Nobuo Tanaka, nesta terça-feira (8). "Se não forem tomadas medidas imediatamente para reduzir as emissões de dióxido de carbono, serão necessários US$ 500 bilhões ao ano de investimentos adicionais para recuperar o tempo perdido e voltar à trajetória inicial", disse Tanaka, na apresentação de um relatório em Paris sobre energias renováveis. Além disso, revelou que considera "impossível" que, em Copenhague, seja assinado um tratado internacional obrigatório."Uma mensagem muito firme deve ser enviada aos investidores do ambiente que Copenhague está criando. Sem uma mensagem clara, é difícil para o setor privado se comprometer nos investimentos", disse Tanaka, acrescentando que o mundo tem "uma grande oportunidade" este ano para agir contra a mudança climática. Década mais quente A primeira década do século 21 será seguramente a que vai registrar as maiores temperaturas desde as primeiras medições em 1850, segundo estimativa divulgada nesta terça-feira (8) pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês), agência da ONU, em Copenhague. "A década de 2000 a 2009 será provavelmente a mais quente dos registros, mais quente inclusive que a de 1990, que por sua vez foi mais quente que a de 1980", afirmou o secretário-geral da WMO, Michel Jarraud, em uma entrevista coletiva. Jarraud também disse que os dados provisórios indicam que 2009 se anuncia como o quinto ano mais quente desde 1850 em termos de temperatura média da superfície terrestre. Os resultados definitivos serão conhecidos em março de 2010. O ano mais quente foi em 1998, graças em grande parte ao poderoso fenômeno climático El Niño, que levou a um aquecimento anormal o leste do Oceano Pacífico e desencadeou mais devastações pelo mundo. O El Niño também se desenvolveu este ano, explicando em parte o aumento nas temperaturas. O ano passado foi o 11º ano mais quente do histórico. "Estamos em uma tendência de aquecimento, não há dúvida a respeito, mas não posso fazer previsões para o próximo ano", afirmou, antes explicar que um grande número de eventos naturais, como uma grande erupção vulcânica, pode modificar sensivelmente a temperatura do planeta. Os dados médios escondem as disparidades regionais. Assim, 2009 aparece como o terceiro na lista dos anos mais quentes da Austrália. A China viveu a pior seca nas últimas três décadas. No fim de julho, muitas cidades do Canadá, como Vancouver e Victoria, registraram as temperaturas mais elevadas da história. Reino Unido Paralelamente, o escritório meteorológico do Reino Unido também divulgou que a temperatura global subiu desde 1850 e o aquecimento se acelerou desde 1970. O dado de maior destaque é que a temperatura global aumentou na média mais de 0,15 grau Celsius por década desde meados dos anos 1970. Seus dados vêm de mais de 1.500 estações meteorológicas em todo o mundo usadas para o monitoramento climático. Eles mostram um rápido aquecimento global desde a década de 1970, com um aquecimento que se acentua a cada década. O Hadley Centre, do escritório meteorológico, publicou os dados para aumentar a transparência e enfatizar que o mundo está se aquecendo. Céticos Os céticos em relação à mudança climática usaram uma série de emails que vazaram da Universidade de East Anglia para acusar especialistas em clima de conluio para suprimir alguns dados sobre o assunto. "A Universidade de East Anglia apoia totalmente o escritório meteorológico em tornar esses dados públicos", disse o escritório em comunicado. A entidade planeja publicar os registros restantes de cerca de 5 mil estações quando tiver a aprovação dos proprietários dos dados. As negociações entre 190 países sobre um novo acordo para combater a mudança climática além de 2012 começaram em Copenhague na segunda-feira. | |||||
RT /:/ O que está em jogo em Copenhague
Escrito: quarta-feira, 9 de dezembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: Anticorpos de GAIA, Bandeira Verde, COP 15, Jornalismo Ambiental, Mundanças Ambientais Globais, Sustentabilidade
Que se poderia esperar de Copenhague? Apenas essa singela confissão: assim como estamos não podemos continuar. E um simples propósito: Vamos mudar de rumo”, escreve Leonardo Boff, teólogo.
Eis o artigo.
Em Copenhague os 192 representantes dos povos vão se confrontar com uma irreversibilidade: a Terra já se aqueceu, em grande, por causa de nosso estilo de produzir, de consumir e de tratar a natureza. Só nos cabe adaptamo-nos às mudanças e mitigar seus efeitos perversos.
O normal seria que a humanidade se perguntasse, como um medico faz ao seu paciente: por que chegamos a esta situação? Importa considerar os sintomas e identificar a causa. Errôneo seria tratar dos sintomas deixando a causa intocada continuando a ameaçar a saúde do paciente.
É exatamente o que parece estar ocorrendo em Copenhague. Procuram-se meios para tratar os sintomas mas não se vai à causa fundamental. A mudança climática com eventos extremos é um sintoma produzido por gases de efeito estufa que tem a digital humana. As soluções sugeridas são: diminuir as porcentagens dos gases, mais altas para os paises industrializados e mais baixas para os em desenvolvimento; criar fundos financeiros para socorrer os paises pobres e transferir tecnologias para os retardatários. Tudo isso no quadro de infindáveis discussões que emperram os consensos mínimos.
Estas medidas atacam apenas os sintomas. Há que se ir mais fundo, às causas que produzem tais gases prejudiciais à saúde de todos os viventes e da própria Terra. Copenhague dar-se-ia a ocasião de se fazer com coragem um balanço de nossas práticas em relação com a natureza, com humildade reconhecer nossa responsabilidade e com sabedoria receitar o remédio adequado. Mas não é isto que está previsto. A estratégia dominante é receitar aspirina para quem tem uma grave doença cardíaca ao invés de fazer um transplante.
Tem razão a Carta da Terra quando reza:”Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo…Isto requer uma mudança na mente e no coração”. É isso mesmo: não bastam remendos; precisamos recomeçar, quer dizer, encontrar uma forma diferente de habitar a Terra, de produzir e de consumir com uma mente cooperativa e um coração compassivo.
De saída, urge reconhecer: o problema em si não é a Terra, mas nossa relação para com ela. Ela viveu mais de quatro bilhões de anos sem nós e pode continuar tranquilamente sem nós. Nós não podemos viver sem a Terra, sem seus recursos e serviços. Temos que mudar. A alternativa à mudança é aceitar o risco de nossa própria destruição e de uma terrível devastação da biodiversidade.
Qual é a causa? É o sonho de buscar a felicidade que se alcança pela acumulação de riqueza material e pelo progresso sem fim, usando para isso a ciência e a técnica com as quais se pode explorar de forma ilimitada todos os recursos da Terra. Essa felicidade é buscada individualmente, entrando em competição uns com os outros, favorecendo assim o egoísmo, a ambição e a falta de solidariedade.
Nesta competição os fracos são vitimas daquilo que Darwin chama de seleção natural. Só os que melhor se adaptam, merecem sobreviver, os demais são, naturalmente, selecionados e condenados a desaparecer.
Durante séculos predominou este sonho ilusório, fazendo poucos ricos de um lado e muitos pobres do outro à custa de uma espantosa devastação da natureza.
Raramente se colocou a questão: pode uma Terra finita suportar um projeto infinito? A resposta nos vem sendo dada pela própria Terra. Ela não consegue, sozinha, repor o que se extraiu dela; perdeu seu equilíbrio interno por causa do caos que criamos em sua base físico-química e pela poluição atmosférica que a fez mudar de estado. A continuar por esse caminho comprometeremos nosso futuro.
Que se poderia esperar de Copenhague? Apenas essa singela confissão: assim como estamos não podemos continuar. E um simples propósito: Vamos mudar de rumo. Ao invés da competição, a cooperação. Ao invés de progresso sem fim, a harmonia com os ritmos da Terra. No lugar do individualismo, a solidariedade generacional. Utopia? Sim, mas uma utopia necessária para garantir um porvir.
Fonte: Mercado Ético
Confira como anda a estrutura da COP 15
Escrito: by João Malavolta in Marcadores: Mundanças Ambientais Globais, SustentabilidadeEcosurfi lança a campanha no rádio pela proteção dos Recursos Hídricos
Escrito: by João Malavolta in Marcadores: Ativismo, Bandeira Verde, Comunicação Ambiental, Consciencia, Ecosurfi, Mobilização, Mundanças Ambientais Globais, Para pensar, Ponto ORG, Sensibilização, Sustentabilidade
Vídeo de abertura da COP15
Escrito: terça-feira, 8 de dezembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: Consciencia, Mundanças Ambientais Globais, Sensibilização, SustentabilidadeMundo está a caminho de ficar 6º C mais quente, diz pesquisa
Escrito: domingo, 22 de novembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: Contra a Humanidade, Denuncia, Mundanças Ambientais GlobaisEarth Song - Michael Jackson
Escrito: segunda-feira, 9 de novembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: Contra a Humanidade, Mundanças Ambientais GlobaisSurfista, proteja seu playground
Escrito: by João Malavolta in Marcadores: Contra a Humanidade, Mundanças Ambientais Globais, Oceanos, Poluição, Ponto ORG, Surf Sustentavel
Por: Leandra Gonçalves / Greenpeace
Brasil, país tropical, repleto de exuberantes belezas naturais, possui uma das maiores zonas costeiras e uma diversidade regional e cultural de causar inveja.
O brasileiro tem uma ligação com o mar como poucos povos têm. São mais de 8.600 quilômetros de costa, quase 4 milhões de quilômetros quadrados de água, a grande maioria dessa área admirada pela população, que até enfrenta grandes congestionamentos para conseguir um lugar ao sol e um pedacinho de areia.
Contudo, não podemos dizer que na cabeça do brasileiro a proteção dos nossos mares é considerada emergencial. Ao olhar para o mar, ele está lá, sempre azul, o que faz com que as pessoas acreditem que ele possui capacidades infinitas e inesgotáveis de se recompor e permanecer naquele azul pacífico de sempre.
Não é, infelizmente, o que acontece na realidade. A gestão da zona costeira brasileira está longe de estar entre as prioridades governamentais e enfrenta grandes dificuldades de implantação e operacionalização.
Nestes últimos anos, diversos fatos vêm impondo mudanças de estratégias e de atitudes da comunidade litorânea, a exemplo da aceleração dos efeitos das mudanças climáticas sobre a zona costeira, início da exploração do petróleo pré-sal, intensificação do turismo nas áreas litorâneas, poluição, ocupação desordenada por grandes resorts, obras de infra-estrutura e entre outros.
Os impactos socioambientais desses novos fatos já são visíveis. Elevação do nível do mar, aumento dos eventos climáticos que destroem empreendimentos da linha da costa, a perda alarmante de recursos naturais e inclusive a diminuição da capacidade dos oceanos de realizar o equilíbrio climático do planeta. Entre os efeitos negativos, ainda estão a alteração do regime de ondas, problemas de saúde pública e a quantidade de lixo marinho.
Este cenário, pouco animador, refere-se a uma porção do território brasileiro, considerado Patrimônio Nacional, onde residem em torno de 40 milhões de habitantes. Essa porção do território brasileiro é utilizada para locomoção, turismo, lazer e deve também ser utilizado pela sociedade de forma sustentável, o que não tem sido feito de forma responsável.
A comunidade do surf, sempre presente nesse nosso “playground azul” e adorador da natureza e, particularmente, dos oceanos, deveria se mobilizar para ajudar a defender a zona costeira de interesses econômicos irresponsáveis, que não trazem o verdadeiro desenvolvimento para o povo brasileiro de forma sustentável.
Esse mês, em Ilhéus, acontece o Campeonato Panamericano de Surf (Mahalo Pan Surf Games & Music - de 7 a 14 de novembro, na praia de Batuba, em Olivença), um grande evento que promete revelar talentos incríveis e que estarão preparados para esculpir as melhores ondas. Infelizmente, no Brasil, existe pouco apoio financeiro para a realização desse tipo de evento, e a organização fica à mercê de empresas poluidoras e altamente impactantes. Por trás do apoio de muitas dessas empresas, existe o interesse de posarem de “mocinhos” na foto e perante a comunidade – a principal impactada pela falta de transparência e pelo desenvolvimento econômico a qualquer custo.
A região de Ilhéus, na Bahia, é uma das poucas áreas remanescentes de mata atlântica e apresenta uma zona costeira ainda com informações insuficientes para a conservação da biodiversidade. No entanto, o governo e empresas privadas pretendem trazer para a região uma gigante obra de infra-estrutura, para ser localizada na Ponta da Tulha – o Complexo Intermodal do Porto Sul. Uma parceria pública-privada, orçada em 11 bilhões de reais e que trará prejuízos inestimáveis para o Brasil na área socioambiental.
A Bahia Mineração, principal apoiadora do campeonato, tem interesses na construção do porto para que possa retirar nosso minério de ferro e exportar para Índia, China, Rússia e Cazaquistão.
Se isso não bastasse, a construção de um complexo portuário na região irá afetar as condições costeiras, podendo muito certamente impedir que outros brilhantes campeonatos como este possam ser realizados e tragam nossos ilustres surfistas de mais de 20 países para a nossa exuberante costa brasileira.
Fotografia: adoção animal em foco na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre
Escrito: quinta-feira, 5 de novembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: Bandeira Verde, Educação Ambiental, Mundanças Ambientais Globais, SensibilizaçãoChega à Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, mais uma edição da Mostra Fotográfica Virando Lata. O evento, que iniciará no próximo dia 25 de outubro, é um projeto do Instituto Expresso Vida e desde 2008 percorre diversas cidades do Sul do país com o intuito de chamar a atenção de crianças e adultos para um lado de nossas cidades a que geralmente não damos importância: animais que vivem nas ruas, ou mesmo em famílias, mas que não recebem os cuidados necessários para uma vida digna e convivência pacífica.
Longe de ser apenas uma exposição fotográfica, a Mostra é uma campanha de cidadania que procura mostrar às pessoas o valor que possui a ação de adotar um bicho de rua e o quanto este ato requer responsabilidade, amor e consciência.
DENÚNCIA URGENTE: VOTAÇÃO NESTA QUARTA-FEIRA (4/11) PODE CAUSAR ENORME RETROCESSO AMBIENTAL
Escrito: quarta-feira, 4 de novembro de 2009 by João Malavolta in Marcadores: Contra a Humanidade, Denuncia, Mundanças Ambientais GlobaisA Comissão votará o projeto de Lei 6424, de 2005, de relatoria do deputado Marcos Montes (DEM-MG), com os apensos PL 6.840/2006 e PL 1.207/2007. As propostas alteram o Código Florestal (Lei 4771 de 1965), permitindo flexibilidades perigosas como a recuperação de Reservas Legais com espécies exóticas, anistia para os desmatamentos realizados antes de julho de 2006 (sem obrigatoriedade de recuperação) e definição das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) pelos poderes locais.
“O Código Florestal brasileiro é um exemplo de lei moderna e no momento em que o mundo todo discute a redução das emissões de carbono e estratégias internacionais de proteção e mitigação, o Brasil – que poderia ser um exemplo positivo – coloca em risco uma parte ainda maior das nossas riquezas naturais”, alerta Mario Mantovani, diretor de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica.


Além disso, revelou que considera "impossível" que, em Copenhague, seja assinado um tratado internacional obrigatório.
