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    Quando descobrimos que a nossa atitude encoraja a ação positiva em outras pessoas e isso por sua vez motiva Outras, começamos acreditar que podemos mudar o mundo. (JM)

    Toque Ecológico: Consciência e memória ambiental — Não custa nada cuidar do próprio lixo

    Escrito: quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 by João Malavolta in
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    Por: Marcelo Szpilman / www.mergulho.com.br

    O tradicional e exuberante encontro do mar com a Mata Atlântica em toda Costa Verde do nosso litoral, onde, felizmente, ainda existem faixas bem conservadas, sempre me faz refletir sobre a semelhança de visual encontrado pelos primeiros navegantes que aqui aportaram e a importância de se preservar essa memória ambiental.De lá para cá, a crescente e desordenada ocupação da zona costeira por loteamentos e o grande incremento das atividades esportivas e de lazer ligadas ao mar têm provocado uma forte pressão impactante sobre os ecossistemas locais.

    Quem não gosta de ancorar o barco em uma enseada com águas claras e limpas ou frequentar uma praia com a areia branquinha? Porém, poucos sabem que manter esses ambientes limpos vai além da educação e do aspecto puramente visual.

    Os canudinhos, pontas de cigarro, cotonetes, tampinhas e sacos plásticos descartados de forma incorreta poluem nossos mares e podem provocar uma significativa mortandade de inocentes animais marinhos. Linhas de pesca, cabos e restos de redes abandonados no mar permanecem nesse ambiente por muitos anos e acabam vitimando inúmeros animais que se enroscam e acabam morrendo por asfixia ou por inanição.

    Peixes, tubarões, aves, focas, golfinhos e tartarugas são as principais vítimas. Confundem os detritos que ficam boiando no mar com alguns dos alimentos que formam parte de sua dieta e podem morrer de inanição. Um saco plástico à deriva no mar é facilmente confundido com a água-viva, componente alimentar de várias espécies de tartarugas-marinhas.

    Engolindo o saco plástico, a tartaruga pode morrer sufocada. Golfinhos já foram encontrados com o estômago cheio de lixo que veio das cidades.

    Assim, lembre-se na próxima vez que for passear de barco ou freqüentar alguma praia: seja consciente. Não custa nada levar um saco plástico para jogar seu proprio lixo e, quando for embora, levá-lo com você para ser descartado corretamente na lixeira.Poder vislumbrar dias melhores para o ambiente marinho e para nós mesmos só reforça a importância do cuidado e do respeito que devemos ter pelo Planeta que nos sustenta.

    Marcelo Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela Coppe/UFRJ, é autor do livro Guia Aqualung de Peixes, editado em 1991, de sua versão ampliada em inglês Aqualung Guide To Fishes, editado em 1992, do livro Seres Marinhos, editado em 1998/99, do livro Peixes Marinhos do Brasil, editado em 2000/01, do livro Tubarões no Brasil, editado em 2004, e de várias matérias e artigos sobre a natureza, ecologia, evolução e fauna marinha publicados nos últimos anos em diversas revistas e jornais e no Informativo do Instituto. Atualmente, Marcelo Szpilman é diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor e Redator do Informativo do citado Instituto, diretor do Projeto Tubarões no Brasil (Protuba) e membro da Comissão Científica Nacional (Cocien) da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS).

    Discurso: Antigo, atual e urgente...

    Escrito: segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008 by João Malavolta in
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    Canadense Severn Suzuki da Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente, durante a RIO 92 - Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente eo Desenvolvimento. Com 12 anos à época, ela faz um apelo aos Chefes de Estado presentes na Conferência.

    Fonte:(Envolverde/YouTube) www.envolverde.com.br

    "Sustentabilidade e Desenvolvimento Humano" marca a estréia de vídeos na Envolverde

    Escrito: quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 by João Malavolta in
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    Nos últimos anos vem crescendo a busca por modelos sustentáveis de desenvolvimento. Para contribuir com a assimilação do conceito, a Envolverde criou a sua definição:

    Filantropia - é dar peixe a quem tem fome.

    Responsabilidade Social - é ensinar a pescar.

    Sustentabilidade - é cuidar do rio, das matas ciliares, da água e cuidar para que existam peixes para sempre.

    www.envolverde.com.br

    © Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

    Mapa mostra impacto de ação humana sobre oceanos

    Escrito: by João Malavolta in
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    Um mapa feito por cientistas americanos e divulgado nesta sexta-feira na revista científica Science mostra que 41% dos oceanos do mundo foram afetados, em menor ou maior grau, pela ação humana.


    Para mapear o impacto da atividade humana nos ecossistemas marítimos, os cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos, fizeram uma sobreposição de 17 mapas que demonstravam o impacto de fatores diversos, como a pesca, a poluição e a mudança climática.

    Os mapas foram feitos com base em um estudo que analisou o impacto dos seres humanos em ecossistemas como os recifes de corais, as colônias de algas marinhas, plataformas continentais e os oceanos profundos. O mapa mostra que as áreas mais afetadas pelo impacto humano são o Mar do Norte, Mar da China Oriental e Meridional, Mar do Caribe, a costa leste da América do Norte, os mares Mediterrâneo e Vermelho,o Golfo Pérsico, o Mar de Bering e várias regiões do Pacífico Oeste.

    O estudo indica ainda que as áreas menos afetadas são aquelas próximas aos pólos. "Este projeto nos permite começar a ver o cenário do impacto dos humanos nos oceanos", diz Ben Halpern, que liderou o estudo. "Os resultados mostram que, somados, os impactos individuais revelam uma situação muito pior do que imagino que as pessoas esperavam. Certamente foi uma surpresa para mim", afirma.

    Brasil
    Segundo os cientistas, a influência dos humanos varia de forma significativa de acordo com cada ecossistema. Nas áreas mais afetadas, por exemplo, há grande concentração de recifes de coral, algas marinhas, mangues e montanhas marinhas. Já os ecossistemas menos afetados são áreas de oceanos abertos e onde o fundo do mar é mais liso.

    O mapa revela que em grande porção da costa brasileira, o impacto dos humanos é “médio alto”, o que indicaria uma influência de 4,95 até 8,47%. No entanto, enquanto algumas áreas na costa sul do Brasil o impacto aparece mais ameno, uma grande faixa da costa sudeste do país revela um impacto alto, maior que 15,52%.
    Processo
    A pesquisa envolveu quatro etapas. Na primeira, os cientistas desenvolveram técnicas para quantificar e comparar o impacto das atividades humanas em diferentes ecossistemas. Na segunda etapa, a distribuição dos ecossistemas e das influências humanas foi analisada. Os cientistas então combinaram as duas informações – a distribuição e o impacto – para determinar “os índices do impacto humano” para cada região do mundo.
    Finalmente, os cientistas usaram estimativas sobre as condições dos ecossistemas marítimos já disponíveis para fundamentar ainda mais os índices levantados pela pesquisa. Os cientistas afirmam que, apesar dos esforços, o mapa ainda é incompleto, já que os dados sobre algumas atividades humanas ainda é escasso.
    Futuro
    Apesar do cenário revelado pela pesquisa, os cientistas sugerem que ainda há tempo para tentar preservar os oceanos. "Há certamente espaço para a esperança", diz Carrie Kappel, que participou do estudo. "Com esforços para proteger as porções dos oceanos que ainda continuam puras, temos uma boa chance de preservar estas áreas em boas condições", afirma.
    De acordo com o estudo, o mapa poderá servir como referência para o desenvolvimento de políticas de conservação e manutenção, além de oferecer informações sobre o impacto de certas atividades. "O homem sempre usará os oceanos para recreação, extração de recursos e outras atividades comerciais, como o transporte marítimo. O que precisamos é fazer isso de forma sustentável para que os oceanos continuem saudáveis e continuem a nos oferecer os recursos que precisamos", conclui Halpern.

    Campus Party 2008 - No final um novo começo

    Escrito: terça-feira, 19 de fevereiro de 2008 by João Malavolta in
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    Por: João Malavolta / Ecobservatório

    Com muitas opiniões, ideais e novas tecnologias a Campus Party 2008 chegou ao fim no ultimo domingo (17) em solo Tupiniquim, mas com uma grande missão, que será a “transparência verde” para os próximos eventos que seguirão pelo mundo e em especial na próxima edição aqui no Brasil.

    O desafio para a organização das próximas CP será o de tornar cada vez mais sustentável os locais da realização da “festa”, espaços esses que na edição brasileira serviram para que fossem socializadas novas tecnologias e formas de trabalhar via WEB.

    Durante o andamento do evento e devido falta de visão da organização da CP frente à urgência das questões ambientais, uma oportunidade surgiu em meio aquele emaranhado tecnológico, ou seja, uma pontinha verde dentro daquela imensidão cinza das maquinas de teclar, que possibilitou um amplo debate para os jovens que entendem e sabem o poder de ganho e perdas de uma “pegada ecológica” mal andada.




    O Campus Verde que seria a base operacional da militância ambientalista dentro dessa esfera tecnológica se tornou apenas um espaço imaginário dentro das possibilidades idealizadas pelos cyber-ambientalistas que se apropriaram do espaço. No entanto as vozes relutantes pelo discurso sustentável foram ouvidas.

    No sábado (16) o vice-presidente de operações da E3-Futura e coordenador do Campus Verde da Espanha, Juan Negrillo, se juntou aos campuseiros verdes para falar sobre as falhas e as possíveis ações que poderão ser implementadas para as futuras CP pelo mundo.



    Na visão de Negrillo ele se vislumbrou com a preocupação dos ambientalistas quando o assunto é sustentabilidade. “Aqui no Brasil a preocupação com o meio ambiente por parte das pessoas que discutem o tema é algo muito bom e é difícil de ver isso em outros paises”.

    Após o final da reunião um novo começo de idéias surgiram quando o pensamento se dirigia a próxima edição da CP. Alguns produtos já podem ser acessados pelos interessados pelo Campus Verde, como a página www.campusverde.info onde nela está postado a grande maioria dos “post’s” dos “Blogueiros Verdes” que espremeram de idéias sustentáveis os organizadores do evento.

    Mas a maior transformação que devera acontecer dentro de uma visão integradora que a WEB possibilita será no campo das atitudes frente ao desafio da preservação ambiental. Todas as informações captadas e transmitidas pelos milhares de participantes que se cruzaram na CP provavelmente podem ser efetivadas, mas, todavia a conecção que devera ser estabelecida entre os campuseiros para um novo olhar sobre o poder da tecnologia, será a visão que norteara a mudança dos hábitos individuais dentro de um principio ambiental para que seja desmaterializado os estímulos inconscientes ao consumo, despertando dessa maneira uma visão cognitiva para uma educação sustentável.

    A real da reciclagem no Campus Party

    Escrito: domingo, 17 de fevereiro de 2008 by João Malavolta in
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    Por: Diego Fernandes



    O campus verde foi mais publicidade do que prática. Empresas importantes patrocinaram esta área do Campus Party e segundo os organizadores o lixo estava sendo coletado e reciclado. Os coletores de material reciclado estavam em muitos lugares e havia um contêiner especial para o lixo separado.

    A verdade é que o lixo não foi separado pelos participantes nas lixeiras coloridas, e mesmo se fosse, seria juntado em um saco só e arremessado num container sem coleta seletiva nenhuma. Os verdadeiros responsáveis pela reciclagem do lixo do evento, foram dois catadores que coletam latas de alumínio e papelão. José Martins da Silva, 50 anos, pedreiro desempregado há 5 anos; e Jéferson Pereira dos Santos, 36 anos, metalúrgico desempregado há 2 anos, dormem na entrada de um banco da avenida paulista e vendem as latinhas a R$ 2,75 o quilo, e o papelão a R$ 0,30 o quilo. Há um terceiro catador que empresta o carrinho para transportar o material coletado que mora num albergue municipal.

    Na quinta-feira eles se alimentaram dos restos de comida que encontraram no contêiner de lixodo evento, e hoje, graças aos 10 quilos de alumínio e aos 110 quilos de papelão que venderam, cada um ganhou 20 reais. Compraram café da manhã, almoçaram marmitex de R$ 7 e ainda tinham dinheiro na tarde de sexta, quando vieram coletar mais papéis e latas. No mesmo dia em queos catadores comiam restos do lixo do evento, os organizadores, palestrantes e VIPs, comiam lanchinhos com tomate seco, espetinhos de queijo de cabra e tomavam champagne caríssimo no coquetel do Steve Johnson.


    A empresa contratada para a limpeza do evento (contratada mais de 6 meses antes do início do evento) também presta serviço de coleta seletiva e destina para a reciclagem, mas este serviço não foicontratado pela organização do evento, logo a empresa contratada não teve nenhuma responsabilidade em separar e destinar corretamente o lixo.

    A coordenadora do conteúdo do campus verde (contratada 4 dias antes do início do evento), não conseguiu organizar a coleta e destinação do lixo, mesmo porque deveria coordenar as atividades e não a logística do campus verde. Apesar da tentativa de colocar lixeiras de coletaseletiva e uma caçamba para o lixo que fosse separado, o qual seria doado a uma cooperativa de reciclagem.

    Espero que a próxima edição do evento não seja tão cinza, e que a empresa de limpeza só realize eventos com coleta seletiva e destinação para a reciclagem. O campus verde se resumiu a poucas palestras sem participação e prêmios do planeta sustentável.

    Campus Party 2008 - Muitos olhares em rede e pouca visão sustentável

    Escrito: by João Malavolta in
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    Por: João Malavolta / Ecobservatório

    É dessa maneira que ecobservamos os compuseiros na edição brasileira do Campus Party Brasil 2008 que é considerado o maior evento de entretenimento eletrônico do mundo. Muita gente, muito consumo e muito lixo produzido e com um sistema pouco eficiente de gestão ambiental e informações sobre a questão.

    Cerca de 3 mil pessoas participam das atividades que acontecem no prédio da Bienal do Ibirapuera em São Paulo desde o ultimo dia 11. De acampamentos as mais novas tecnologias de informática e robótica, mas a necessidade de “pensar verde” passou longe daqui.

    Possivelmente houve uma tentativa de agir local, nessa causa que é global através do Campus Verde, que teria que ter amadurecido para satisfazer a necessidade dos cyber-ativistas ambientais, porém até agora esta sendo apenas um pequeno fragmento espacial dentro da magnitude dos estandes das grandes empresas de mídia que ocupam quase a totalidade do lugar.

    O grande desafio do CP-Brasil 2008 é o de otimizar o uso de novas tecnologias para possibilitar o maior entretenimento possível dos participantes, no entanto essa foi uma oportunidade desperdiçada de enraizar a questão ambiental de fato junto aos internéticos campuseiros que estão totalmente atentos as inovações tecnológicas e olham timidamente para a o desafio da preservação ambiental.

    Dentro da visão ambientalista muitos dos companheiros dos “Blogs Verdes” estão insatisfeitos com o rumo que as coisas tomaram. Segundo a “Bioguiera” Paula Signorini do blog
    Rastro de Carbono, que vem repercutindo os seus “posts” sobre a responsabilidade ambiental do evento. “A ausência de um sistema de gestão ambiental e um programa de sustentabilidade torna o evento irresponsável”.

    O entendimento do pensar sobre como e o que podemos fazer para melhorar o ambiente em que habitamos sugere que qualquer ação que mobilize a opinião pública e que articule os cidadãos seja um espaço de fomento de praticas sustentáveis a serviço da cidadania planetária.

    De acordo com a editora e design Lyanne Rehder do blog
    Viajante Consciente o evento poderia ter utilizado da própria tecnologia para sensibilizar os campuseiros sobre uma conduta sustentável. “Através do envio de e-mails diários com informações “verdes” para os inscritos seria possível torna-los mais educados dentro de um principio de sustentabilidade”.

    Contudo desta maneira nos dia atuais vemos um paradigma que nos mostra dois lados opostos. O de nos conformarmos com tudo o que esta acontecendo com o meio ambiente e com as pessoas a nossa volta e se render a um sistema equivocado de existência.

    Ou o que tange a nossa resignação para tentarmos uma reação em cadeia, através de ações incisivas no nosso modo de vida e de pensar afim da construção de um novo consciente coletivo voltado a sustentabilidade.

    Campuseiros verdes enganados pelo lixo e pelo plantio de árvores

    Escrito: sábado, 16 de fevereiro de 2008 by João Malavolta in
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    Por: Diego Fernandes

    As pessoas que se reuniram para contribuir com a formação do grupo campus verde dedicaram seu tempo a tentar reverter a falta de planejamento, quando na verdade deveriam ter focado suas ações na produção de conteúdo, interação com os campuseiros e consolidação do grupo de discussão criado.


    A iniciativa do grupo campus verde no www.groups.google.com/groups/campus-verde já tem participação de dezenas de pessoas, e é o que discutirá as medidas necessárias para implementar nos próximos campus-party ano que vem um campus verde mais sustentável, ético e solidário.

    A organização do campus party contratou a empresa de limpeza sem exigir que o serviço de coleta seletiva e destinação adequada dos resíduos do evento. O responsável pela empresa assumiu, quando a situação nos conteineres estava dramática, devido à ação dos catadores, que poderia ter contratado 4 pessoas a mais para cuidar da coleta seletiva, separação e destinação correta dos resíduos parareciclagem, pelo mesmo valor do pacote fechado com a organização. Os organizadores espanhóis não precisam se preocupar com isso na europa, já que todos devem realizar coleta seletiva por lei.

    Aqui tiveram um incoveniente, o jeitinho brasileiro da empresa de limpeza, que viu nos estrangeiros desinformados uma oportunidade de lucro. Os encarregados da limpeza desta empresa ganham 30 reais por dia, menos de 10 euros, enquanto na europa, segundo Juán Negrillo, ganham 100 euros.

    O evento deveria contratar cooperativas de limpeza, para contribuir com o desenvolvimento sócial além do ambiental. O campus party deve incentivar ações de comércio justo, economia solidária, consumo responsável, utilizando produtos e serviços financeiramente viáveis, ambientalmente corretos e socialmente justos.

    O plantio de uma muda por participante prometido pela organização ainda não aconteceu, 3।300 mudas devem ser plantadas de acordo com as normas de diversidade de espécies, e preferencialmente emreflorestamento de mata ciliar. Para isso ainda não foi elaborado um projeto, que provavelmente será contratado de entidades de grande porte como SOS Mata Atlantica ou Instituto Socioambiental.

    O processo de avaliação do evento também é necessário, pesquisas de opinião e caixa de sugestões devem ser espalhadas, enquetes e formulários publicados na internet para quantificar, qualificar ecomparar o pensamento dos campuseiros, e também de todos interessados em tecnologia.

    O Brasileiro é o usuário mais ativo na internet, devemos utilizar as ferramentas de software livre, o ambiente colaborativo, e a acessibilidade dos gerenciadores de conteúdo para divulgar, armazenar e produzir informações. Temos o direito de nos organizar em redes sociais, e deliberar propostas para solucionar problemas comuns, exercendo assim nossa cidadania na única verdadeira democracia nomundo, porque a Internet não é uma rede de computadores, mas uma redede pessoas.

    Campus Party e a neutralização de carbono

    Escrito: quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008 by João Malavolta in
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    Por: Paula Signorini / www.rastrodecarbono.blogspot.com

    Há o que eu chamo de "desinformação" no Campus Party, quando o assunto é a neutralização de carbono do evento.

    Todo mundo sabe que minha opinião sobre neutralização de carbono se apóia, principalmente, em dois fatos:

    1) A árvore plantada hoje demorará uns 20 anos para neutralizar as emissões de um evento. É um ser vivo, que pelo simples fato de crescer, acumula carbono em sua estrutura. Para isso, haja fotossíntese. Isso sem mencionar o fato de que não há garantia que a árvore plantada hoje sobreviva por 20 anos sem cuidados maiores como adubação e regas frequentes - uma vez que muitas das vezes só se menciona o "plantio" de árvores e não a conservação delas.

    2) Tenho uma idéia bem parecida com a que já postei aqui, do
    Cheat Neutral. A neutralização de carbono não redime o poluidor da responsabilidade pela emissão de gases do efeito estufa. O que pode ser feito é, simplesmente, não poluir. A Campus Party colocou no texto de início do Campus Verde: "A Campus Party @ Campus Verde realizará o plantio de uma muda para cada participante do evento.", portanto, se comprometeu e uso como propaganda para o evento, a neutralização de carbono.

    Agora,
    em post recente no blog oficial do evento, a coordenação desconversa. Diz que a Campus Verde, em parceria com a Software Livre, vai elaborar uma calculadora de carbono, na qual os próprios participantes de evento vão poder planejar suas emissões e neutralizá-las com o plantio de árvores, de acordo com sua consciência.

    Diz ainda, que os 3000 campuseiros estariam de qualquer modo conectados em outro lugar, assim como fazem em outros dias, mas se esquecem da emissão de gases do efeito estufa relacionados com outros processos, como som, banners, transporte dos campuseiros até o lugar do evento, lixo produzido, e outros processos que certamente não aconteceriam se cada campuseiro estivesse conectado nos locais de sempre.Esperamos uma posição mais clara sobre este assunto até amanhã.

    Campuseiros sustentáveis

    Escrito: terça-feira, 12 de fevereiro de 2008 by João Malavolta in
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    A tecnologia é a pílula que salva*, como dizem alguns. Ou, acreditam outros, o futuro é do bem*. São por esses – e mais alguns – motivos que eu estarei acampado na Bienal, em São Paulo, para acompanhar as principais informações da Campus Party Brasil*, considerada a maior festa tecnológica do mundo.

    Todo esse otimismo em relação às novas invenções acontece por um simples motivo: cada vez mais esses novos mecanismos ajudam a tornar o planeta um lugar mais sustentável. Carros híbridos e elétricos, laptops baratos para estudantes, informação em banda larga para todos, produção de energia a partir do chão de uma balada. Por mais estranho que às vezes possa parecer, a tecnologia está tornando o nosso mundo muito mais interessante, democrático e prático. Como já afirmaram por aí, a sustentabilidade é a nova tendência de 2008.

    O blog Planeta Conectado tentará mostrar todas essas vertentes nesse grande evento que, pela primeira vez em 10 anos, saiu da Espanha para chegar ao país campeão das redes sociais. Sim, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope/NetRatings, o brasileiro gasta 5 horas por mês para navegar pelo Orkut, enquanto fica apenas 1h40 em frente ao computador para ler e responder e-mails.

    Nessa edição da Campus Party, o lema que motiva o encontro das 3.000 pessoas que acamparão na Bienal é “a internet não é uma rede de computadores, a internet é uma rede de pessoas”. Nada mais sustentável do que tentar desconstruir a idéia de que a tecnologia – e mais especificamente os computadores – é uma vilã quando se trata de sociabilidade. Um evento como esse vai pelo caminho oposto: promove o encontro, a troca de informações e o contato entre pessoas que possuem os mesmos interesses. O prédio localizado no parque do Ibirapuera está dividido em dez áreas: astronomia, campusblog, criação, desenvolvimento, games, modding, música, robótica, simulação e software livre. Cada uma com uma
    programação focada no tema.

    O assunto, como dá para perceber, pode ser explorado por diversos olhares, por diferentes pontos de vista. O Planeta Sustentável, então, engajado com a intenção do evento de encontrar pessoas com afinidades em comum, chamou alguns blogueiros sustentáveis para fazer parte dessa grande festa.

    Eis os sete que se interessaram e confirmaram presença:

    - Patrícia Magrini, do
    Meu Ambiente;
    - João Guilherme Lacerda, do
    Transporte Ativo;
    - Débora Menezes, do
    Educom Verde;
    - João Malavolta, do
    Ecobservatório;
    - Claudia Chow, do
    Ecodesenvolvimento;
    - Paula Signorini, do
    Rastro de Carbono;
    - Giuliana Capello, do
    Gaiatos e Gaianos.

    A idéia é que, além de conhecerem pessoas novas que possuam interesses semelhantes, façam uma cobertura colaborativa do evento – cada um com seu olhar – e produzam conteúdo por meio do
    BarCamp, que é um modelo de desconferência no qual o grande condutor das conversas é um quadro em branco. Por exemplo, um campuseiro (como são chamadas as pessoas que acampam na Campus Party) que gosta do tema mobilidade pode usar o quadro para inscrever o assunto “A influência da tecnologia na mobilidade das metrópoles” em uma sala e um horário específicos e promover esse debate entre os barcampeiros por meio do site.

    Já a cobertura colaborativa poderá ser conferida na
    página especial para o evento que nós criamos. Conforme os blogueiros forem produzindo posts sobre a Campus Party, nós colocaremos chamadas para que você, leitor, acompanhe essa diversidade de informação. É o começo de uma rede focada na sustentabilidade.

    E para as pessoas que estão lá acampadas, o Planeta Sustentável preparou alguns
    desafios, como forma de conscientizar os compuseiros presentes. Se os computadores e aparelhos tecnológicos são aliados para tornar o mundo um lugar mais sustentável, eles também geram males ao meio ambiente – como o consumo excessivo de energia e o aumento do lixo. Por causa disso, os concursos criados são uma forma de mostrar às pessoas que mais utilizam esses produtos de que há uma nova maneira, sem desperdício e sem prejudicar o planeta. Confira os desafios que acontecerão em três áreas: criação, desenvolvimento e robótica.

    E, em breve, um novo post, diretamente da Bienal e com mais informações dessa grande festa!

    Fonte:
    http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/blog/campus/20080211_lst_assuntos.shtml

    'Mancha' de lixo põe em risco a fauna no Pacífico

    Escrito: quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 by João Malavolta in
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    Um volume de lixo plástico com duas vezes o tamanho dos Estados Unidos – e cerca de 100 milhões de toneladas – está flutuando no Oceano Pácífico, colocando em risco a fauna marinha. A revelação foi feita nesta terça-feira por cientistas americanos.

    Apelidado de "sopa de plástico", o lixo é composto em grande parte dos chamado material pet,muito usado na fabricação de garrafas. Translúcida, a "mancha" flutua rente à linha das águas, e por isso, é imperceptível aos satélites. Os pesquisadores descrevem que os detritos estão agrupados numa espécie de redemoinho que começa a cerca de 900 quilômetros da costa da Califórnia (EUA). A "sopa" passa pelo Havaí, e se estende até quase o Japão.

    Dois fatores contribuem para formação do problema: a ação humana e a própria natureza. Segundo os pesquisadores, um quinto dos resíduos é jogado de navios ou plataformas petrolíferas. O restante vem da terra. No mar, o lixo flutuante é agrupado por influência das correntes marítimas e fica vagando dos dois lados do arquipélago havaiano.

    Habitat marinho - Segundo o oceanógrafo David Karl, da Universidade do Havaí, é necessário fazer mais estudos para se determinar com exatidão o tamanho e a origem da "sopa de plástico". O professor pretende coordenar uma expedição para estudar o problema ainda neste ano, pois acredita que o lixo flutuante já formou um novo habitat marinho.

    De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, detritos de plástico constituem 90% de todo o lixo flutuante nos oceanos. O programas estimada que 46.000 peças de plástico flutuantes provocam a morte de mais de um milhão de aves e de outros 100.000 mamíferos marinhos por ano. Seringas, isqueiros e escovas já foram encontrados nos estômagos de animais marinhos mortos.

    Fonte:http://vejaonline.abril.com.br

    Ambientalismo, entre crença e ciência

    Escrito: quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 by João Malavolta in
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    Por: José Eli da Veiga

    O que está na berlinda é a possibilidade de a espécie humana evitar que o processo de sua própria extinção seja acelerado "Salvar o planeta" é uma expressão tão falsa quanto presunçosa. Pois nada que a espécie humana possa fazer afetará o planeta na escala geológica de tempo, de milhões de anos.

    Diferentemente do que pretende esse slogan, não é a Terra que está sendo posta em perigo por drásticos impactos ambientais contemporâneos, como aquecimento global, erosão da biodiversidade ou escassez e degradação dos recursos hídricos.

    O que está na berlinda é a possibilidade de a espécie humana evitar que o processo de sua própria extinção seja acelerado pela depleção de boa parte dos ecossistemas que constituem a biosfera. Essa fina e delicada camada que envolve o planeta. Na mesma toada, também é falso e presunçoso o discurso que apresenta a conservação da natureza como forma de "superar as ameaças à vida no nosso planeta". A continuidade da maior parte das formas de vida -das bactérias às baratas, passando pelas amebas - nem de longe está ameaçada pela capacidade destruidora adquirida pela espécie humana.

    O que deve ser motivo de séria preocupação é que tal capacidade exacerba a falha metabólica entre sociedades humanas e natureza. Que permaneceu incipiente sob o domínio do fogo, mas que se aprofunda exponencialmente desde que a máquina a vapor gerou dependência de fontes fósseis de energia.

    A artificialização, que tanto fez progredir a humanidade, ameaça seus próprios alicerces vitais, como um parasita que põe em risco a sobrevivência de seu hospedeiro. Mas tais alicerces não são mais que a epiderme do planeta.

    Afastadas essas duas arrogantes ilusões de suposto poder discricionário sobre o destino da Terra, também ficará patente a inconseqüência de evocar "desafios da sustentabilidade" sem dizer sustentabilidade de quê. Afinal, foi na relação com o processo de desenvolvimento humano que o qualificativo "sustentável" ganhou recentemente tanta força simbólica, gerando um novo valor, talvez já mais importante e popular que seu antecessor imediato, a justiça social.

    Mesmo que banalizações inerentes à moda tenham agregado à noção de sustentabilidade outras mil e uma utilidades, sua emergência foi determinada por dúvidas sobre as possibilidades futuras da expansão das liberdades humanas que está no âmago da idéia de desenvolvimento.

    Quem mesmo assim preferir continuar repetindo bordões sobre salvação do planeta, ameaças à vida e sustentabilidade genérica pode se valer, claro, da ardilosa acusação de que as restrições acima são por demais antropocêntricas.

    Todavia, tais jargões carregam justamente a forma mais perversa do antropocentrismo: a que supõe a espécie humana tão sábia e poderosa que é capaz até de obter sua própria perpetuação. Por contraste, enfrentar com rigor científico a discussão sobre a sustentabilidade do desenvolvimento é ter a humildade de assumir o caráter passageiro da existência humana.

    Não vem apenas da moderna síntese darwiniana da evolução a certeza da impossibilidade de que qualquer espécie possa se eternizar, como propagam de forma subliminar mesmo discursos ambientalistas que não se pretendem religiosos. Decorre igualmente dessa pouco ensinada parte da física que é a termodinâmica.

    Particularmente, de sua segunda lei, também evolucionária, sobre a inexorabilidade da entropia. Uma lei tão irredutível quanto a da gravidade. O processo econômico em que se baseia o progresso humano é mera transformação de recursos naturais valiosos (baixa entropia) em resíduos (alta entropia).

    A segunda lei diz que a qualidade da energia em sistema isolado tende a se degradar, tornando-se indisponível para a realização de trabalho. A energia que não pode mais ser usada para realizar trabalho é entropia gerada pelo sistema. Em conseqüência, parte dos resíduos não pode ser reaproveitada por nenhum processo produtivo de tão dissipada que se torna.

    Aliás, não fosse essa segunda lei, a mesma energia poderia ser usada indefinidamente, viabilizando a reciclagem integral. Não haveria escassez. Em suma, o foco do debate sobre o desenvolvimento sustentável está na esperança de que a humanidade deixe de abreviar o prazo de sua inevitável extinção se conservar a biocapacidade dos ecossistemas de que depende.

    *José Eli da Veiga, 59, é professor titular do Departamento de Economia da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), onde coordena o Núcleo de Socioeconomia Ambiental. É autor de "A Emergência Socioambiental" (Senac, 2007).
    www.zeeli.pro.br

    Fonte:www.ethos.org.br

    ONG Ecosurfi lança a campanha “Onda Limpa” no litoral paulista

    Escrito: quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 by João Malavolta in
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    Por: João Malavolta / Ecobservatório

    Com o slogan “Educação Ambiental é a Nossa Praia”, a ONG Ecosurfi lançou no último sábado (12), a campanha Onda Limpa nas praias do município de Itanhaém no litoral sul do estado de São Paulo.


    Tradicionalmente realizada desde o ano de 2005 no município durante os meses do verão, a campanha recebeu em seu primeiro final de semana a presença de mais de 300 visitantes, que passaram pelas tendas colocadas na areia da Praia do Sonho em busca de conhecimentos e praticas ambientalmente sustentáveis.

    Devido ao grande fluxo de turistas que buscam descontração no litoral, o fornecimento de atividades de educação e sensibilização ambiental na praia é mais uma opção de lazer e entretenimento para o publico que se interessa pelo tema.


    Através de uma estrutura de 120m² a campanha Onda Limpa é um espaço de interação e socialização de informações sobre meio ambiente, além de ser referência no combate à poluição das praias na Baixada Santista, uma vez que através de banners, faixas e o museu do lixo, servem de instrumentos para alertar a população sobre o problema que a poluição causa no ambiente marinho.

    Com uma equipe formada por 08 monitores fornecidos pela parceria da ONG junto ao Governo Municipal de Itanhaém e 04 estagiários fruto do convênio da Ecosurfi com a PUC/Minas, a campanha oferece exposições monitoradas, oficinas de artesanato com material reutilizado e reciclável, além da disponibilização de sacolinhas retornáveis para o acondicionamento do lixo gerado pelos visitantes na praia.
    Nesse ano a campanha Onda Limpa estará funcionado de terça a domingo das 09:00h às 17:00h na Praia do Sonho em Itanhaém.

    Apoio: Governo Municipal de Itanhaém através das Secretárias de Habitação e Meio Ambiente, Secretaria de Turismo e Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo / SMA e CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).

    Confira a Galeria de Fotos: http://picasaweb.google.com.br/joaomalavolta/EcosurfiCampanhaOndaLimpa2008

    Pesquisa mostra os desafios da imprensa

    Escrito: quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 by João Malavolta in
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    Análise inédita de textos publicados em 50 jornais de 2005 a 2007 mostra que a atenção da mídia no tema se intensificou, mas falta explorar as causas e possíveis soluções para o fenômeno.

    A mídia ainda tem muitos desafios para aprimorar seu trabalho na cobertura de mudanças climáticas. É o que conclui a pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira, que a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) lança nesta terça-feira (15/01) com o apoio da Embaixada Britânica.


    O trabalho analisou 997 textos - entre reportagens, editoriais, artigos, colunas e entrevistas, publicados em 50 jornais - de julho de 2005 a junho 2007. O material representa uma amostra dos textos veiculados sobre o tema no período. A partir dos dados coletados foi elaborado um mapa bastante detalhado do tratamento editorial dispensado pelos jornais às alterações climáticas.


    O ritmo da cobertura se manteve crescente no período analisado, especialmente no ano passado. No primeiro ano da análise identificou-se um texto publicado a cada cinco dias. Essa média cresce para uma matéria a cada dois dias no primeiro semestre de 2007. "Essa pesquisa, pioneira, comprova que o tema vem ganhando cada vez mais visibilidade na imprensa brasileira, certamente influenciada por grandes acontecimentos internacionais, como o lançamento do filme
    Uma Verdade Inconveniente, de Al Gore, e a divulgação dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC). Esses eventos permitiram que os jornalistas se familiarizassem com os fatos e a agenda relacionada ao fenômeno", explica Cristiane Fontes, gerente do Programa de Comunicação em Mudanças Climáticas da Embaixada Britânica.


    Segundo a pesquisa, a temática esteve mais presente nos veículos de abrangência nacional (Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, O Globo e Correio Braziliense ) e econômicos (Valor e Gazeta Mercantil ). Enquanto os 44 jornais de circulação regional contribuíram, na média individual, com 1,46% dos textos veiculados no período, os quatro veículos nacionais somados aos dois de cunho econômico contribuíram - também na média individual - com 5,95% das matérias publicadas. Uma diferença superior a quatro vezes.

    Falta de contextualização - Apesar do incremento na cobertura, o estudo mostra que a maior parte do material ainda carece de contextualização e apresenta, portanto, muitas oportunidades de aprimoramento. Do universo analisado, por exemplo, apenas um terço aborda as causas das mudanças climáticas e aponta soluções. "Você coloca as conseqüências, mas não sublinha os antecedentes e estratégias de enfrentamento da questão. Não adianta dizer que pode haver furacões, aumento do nível do mar, sem falar o que causa os fenômenos e o que pode ser feito, seja para mitigar ou se adaptar ao problema", esclarece Guilherme Canela, coordenador de Relações Acadêmicas da ANDI e responsável pelo estudo. Segundo o especialista, mesmo o percentual de textos que mencionam o que é uma mudança climática é muito pequeno. Apenas 1,1% dos textos esclarece esse conceito ao leitor.

    Com base nos resultados da análise, Guilherme Canela ressalta que a mídia exerceu pouco sua função de monitorar as políticas públicas. "Se os especialistas apontam que o Brasil ainda não possui ações na área, isso não é desculpa. A imprensa não pode falar sobre o que não existe, mas pode fazer uma cobertura de cobrança", diz. De acordo com o estudo, dos 997 textos analisados, apenas 3% levantam a responsabilidade do governo, 0,9% do setor privado e 0,25 % da sociedade civil.


    Desenvolvimento fora do debate A pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira revela que menos de 15% do material relaciona o tema à agenda do desenvolvimento, apesar da importância dessa conexão para o debate sobre a busca de soluções. Segundo a análise, a perspectiva ambiental é a principal forma pela qual a mídia reporta a questão (35,8% dos textos), seguida pelo enfoque econômico (19,7%). "A partir de agora é importante diversificar a cobertura para além da perspectiva ambiental e científica, assim como dar a ela contornos nacionais, apresentando à sociedade brasileira não apenas de que forma as mudanças climáticas podem afetar o desenvolvimento socioeconômico, mas também diferentes estratégias para combater o problema", afirma Cristiane Fontes, da Embaixada Britânica.

    Entre os pontos positivos mostrados pelo trabalho, de maneira geral os jornais diversificaram as fontes ouvidas, consultando diferentes categorias de atores. Poder público, especialistas, técnicos e universidades, empresas não estatais e governos estrangeiros foram os mais ouvidos. O estudo também salienta um volume expressivo de material opinativo na amostra analisada: 26,7% são compostos por editorais, artigos, colunas e entrevistas.

    Oportunidades - Em suas conclusões, os organizadores da pesquisa consideram que os elementos ainda pouco abordados pela mídia podem ser encarados como oportunidades para manter o tema em foco daqui para frente. Inclusive com a perspectiva de que, em 2008, surgirão novas pesquisas sobre os impactos das mudanças climáticas para o Brasil, o governo começa a trabalhar na elaboração de um Plano Nacional de Mudanças Climáticas e será dada continuidade ao Mapa de Bali , resultado da última Conferência da Partes da Convenção do Clima que vai nortear as discussões para um acordo pós-2012.


    Ao oferecer ao jornalista interessado um panorama sobre o atual diagnóstico da cobertura - além de trazer dados de vários estudos internacionais - a pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira permite ao profissional de imprensa detectar quais são os pontos nos quais ele pode avançar. Ao mesmo tempo, os dados são relevantes para que as fontes de informação aperfeiçoem o seu diálogo com os meios de comunicação nesse debate.

    Clique aqui para baixar a íntegra do estudo
    http://www.andi.org.br/_pdfs/MudancasClimaticas.pdf
    Informações: ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infância
    Guilherme Canela - coordenador do estudo
    (61...
    gcanela@andi.org.br
    Fábio Senne - assistente da Coordenação de Relações Acadêmicas (61... fsenne@andi.org.br
    Ana Néca - assistente da Coordenação de Relações Acadêmicas (61... aneca@andi.org.br < mailto:aneca@andi.org.br>

    O fim de ano e algumas reflexões sobre o planeta

    Escrito: quarta-feira, 2 de janeiro de 2008 by João Malavolta in
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    Reproduzindo / Por: Berlinda Pereira da Cunha

    O ano mais uma vez chegou ao final. Tempo para pensar, para refletir em cada uma das coisas que nos sucederam. Das coisas que se passaram com o planeta, com cada um e com todos nós.

    Lamentar de nada adianta, mas evitar tantos problemas sempre é bom.A prevenção é o melhor remédio par tudo e para todos. O planeta precisa desta prevenção e também da precaução, não sei bem ao certo se é para salvá-lo, mas por certo para recuperá-lo, para tentar resgatar os recursos ou ao menos deixar de usá-los indevidamente.

    Várias alternativas passaram a ser adotadas, chegando-se ao uso de bolsas e sacolas de papel, com o esforço de sujar um pouco menos o ambiente que se vê atolado de sacolas plásticas que já servem também de revestimento para o lixo doméstico, quase sem destino certo e seguro.

    O que fazer, para onde ir. São tantas as questões que muitas vezes nem sabemos por onde começar. Mas temos e devemos começar o quanto antes, por algum lugar e, se possível, com alguma prioridade, observada a partir da necessidade, da urgência e sustentabilidade.

    Questões ambientais relevantes Entre tantas outras, comecemos pelos recursos utilizados, sempre necessários à qualidade de vida. Tais recursos, na maioria dos casos, são naturais e não renováveis, sendo prioritária em todos os sentidos a água doce, presente em menor porção do que a água dos mares e oceanos que revestem o planeta.

    Utilizar e esbanjar todos os recursos como se fossem infinitos ou mesmo revelando nenhuma preocupação com o nosso amanhã e com o das gerações futuras poderá acelerar o caos que tanto tememos.A consciência e mudança imediata de atitude, até mesmo com a certeza de que muito se tem por fazer – além do muito que deveríamos ter feito e não fizemos – é necessária e urgente.

    A reutilização dos produtos e a diminuição na utilização de muitos dos recursos naturais têm demonstrado que a educação ambiental está entre nós. O fato da demora na sua chegada não será uma punição para todos, pois reagimos e entendemos a cada dia sua importância.Esta importância passa pela questão pessoal, pela relevância do elemento humano e por toda a proteção decorrente da sociedade moderna.

    A dignidade da pessoa humana passa a ocupar um lugar prioritário em nossas vidas e sem o ambiente sadio esta dignidade não tem como ser preservada. O conceito de ambiente transcende os recursos naturais – incluindo-os por certo –, chegando às cidades, à urbanização, ao êxodo rural, ao trabalho mecanizado e aos conglomerados econômicos. Nesse contexto o ambiente também deve ser sadio, bem como a qualidade de vida, com vistas inclusive à sua melhoria.

    O Código do Consumidor contemplando a proteção ambiental e humana As relações de consumo tuteladas pelo Código de Proteção e Defesa do Consumidor alçaram um vôo maior do que as relações individuais e econômicas propriamente ditas, embora estejam estas incluídas entre aquelas.A Lei nº 8.078/90, do CDC (Código de Defesa do Consumidor), além de regrar os direitos materiais das relações de consumo, insere no ordenamento jurídico brasileiro a proteção para os direitos e interesses tomados em seu aspecto coletivo em sentido lato.

    Com isso, aí se incluem além dos direitos que versam sobre a oferta, a publicidade, a compra e venda, os contratos e tudo o mais que interessa às relações individuais, inclusive, os direitos coletivos ou metaindividuais, destacando o direito ambiental, que passa a ter uma intersecção com o CDC verificada no próprio diploma, ao referir a ação civil pública, instrumento comum à proteção do consumidor e meio ambiente, por exemplo.

    As relações coletivas tuteladas pelo CDC e o destaque ao atendimento das necessidades do consumidor destacam a forma como o legislador contemplou o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.Ainda, o rol dos direitos básicos do consumidor eleva a importância da sua pessoa humana, inserida nas relações jurídicas que também revelem cunho patrimonial, sem retirar as relações de consumo da proteção desta norma de ordem pública e interesse social.

    Entre todos esses aspectos queremos permitir, sempre e mais uma vez, a visualização dos aspectos de proteção jurídica, que se encontram harmonicamente a partir dos direitos coletivos, o que não é por acaso. A sintonia é real e substantiva.

    O eixo deste pensamento parece ser a pessoa, mas não somente em seu interesse individual, e sim a partir da sua importância no meio social, que engloba o ambiente, necessário sob todas suas formas para a preservação das vidas e espécies.

    O final do ano, na verdade a contagem dos 365 dias que encerram mais um período, podem permitir e sempre permitem, o recomeço, necessário para continuarmos, para melhorarmos, para revermos nossas atitudes: se ainda preservam aqueles valores que jamais queremos perder ou resgatam e incluem novos e melhores valores em nossas vidas, a partir de hábitos mais adequados ao nosso mundo, ao planeta, para nós mesmos e todas as demais espécies e recursos. É cíclico, como a vida, como o ano, o novo ano, que seja NOVO!

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